Há tempos o Governo do Estado vem enfrentando problemas com a Casan. Só na Grande Florianópolis, dois grandes vazamentos deram muito o que falar e causaram prejuízos significativos aos cofres da estatal. Um, na Lagoa da Conceição, outro no Monte Cristo, no ano passado, quando um reservatório se rompeu e a água invadiu centenas de casas, deixando famílias desabrigadas. Por último, o relatório que aponta as condições lastimáveis de saneamento em Santa Catarina e a ameaça de grandes cidades como Florianópolis e Criciúma de municipalizar os serviços de água e esgoto deixaram o governador Jorginho Mello (PL) ainda mais descontente.
Diante deste cenário caótico, ele anunciou a possibilidade de privatização do sistema de tratamento de esgoto. Há cerca de um mês, aprovou os estudos para avaliar como isto poderia ser feito, alegando que a administração estadual não teria recursos suficientes para conseguir atingir a meta que é de levar o tratamento de esgoto de 29,1% para 90% da população até 2033.
Mas as últimas falas do governador dão conta de que ele mudou de ideia e pode privatizar também a parte do abastecimento de água no Estado, ou seja, a Casan como um todo.
Em protesto, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente em Santa Catarina (Sintaema) já está organizando uma manifestação para a próxima quinta-feira, 27, às 9h, em frente à Assembleia Legislativa. Eles querem cobrar a promessa que Jorginho fez de não privatizar a companhia.
Fonte: Engeplus