A região registrou, em julho, 583 novos postos de trabalho formal – um aumento de 264,37% em relação ao mesmo período do ano passado, quando criou 160 vagas com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O setor de serviços foi quem mais empregou na região, com 308 vagas a mais que desligamentos, seguido da indústria, com saldo positivo de 244 novas oportunidades com carteira assinada.
Em Jaguaruna, município que mais criou oportunidades no sétimo mês do ano, o responsável pelo maior saldo positivo foi o setor de serviços, com 343 novas vagas. Já em Tubarão, que apresentou o segundo melhor resultado, a indústria gerou mais emprego com carteira assinada, com 81 postos a mais.
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Em Santa Catarina, o saldo de empregos em julho foi de 2.773 novas oportunidades formais – resultado de 141.771 admissões e 138.998 desligamentos. O setor de serviços também foi destaque de forma geral no estado em julho, com 1.807 postos a mais criados, seguido da construção civil, com 601 novas vagas, e a indústria, com 421 oportunidades a mais. A agropecuária e o comércio também tiveram números positivos, com 114 e 60 admissões a mais que desligamentos, respectivamente.
Impacto do tarifaço compromete setor madeireiro
O setor de madeira e móveis registrou o fechamento de 581 vagas de trabalho em julho em Santa Catarina, segundo dados do Caged compilados pelo Observatório Fiesc. Esta é a primeira estatística oficial que mostra o impacto real do tarifaço dos Estados Unidos sobre o setor. “O fechamento de postos de trabalho no ramo é reflexo do contexto da imposição das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e mostra o impacto da medida sobre as indústrias do setor, grandes exportadoras para o mercado norte-americano”, destaca o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme. No mesmo mês do ano anterior, o setor havia registrado saldo positivo de 127 empregos com carteira assinada.
Apesar da queda no setor de madeira e móveis, a indústria catarinense teve saldo positivo em julho. No acumulado do ano, a indústria liderou a criação de novas oportunidades no estado, com 43 mil postos de trabalho abertos, de um total de 83 mil vagas geradas em Santa Catarina em 2025. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor industrial gerou 8,6 mil vagas a menos em 2025.
Mesmo com saldo positivo, país registrou queda
Pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia, a criação de emprego formal voltou a cair em julho no país. Segundo dados do Caged, 129.778 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
Em relação aos meses de julho, o volume foi o menor desde 2020, quando foram abertas 108.476 vagas. A criação de empregos caiu 32,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em julho de 2024, tinham sido criados 191.373 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Nos sete primeiros meses do ano, foram abertas 1.347.807 vagas. Esse resultado é 10,35% mais baixo que no mesmo período do ano passado e o menor número para o período desde 2023. De janeiro a julho do ano passado, tinham sido criadas 1.311.751 postos de trabalho formais.
Fonte: Diário do Sul