Santa Catarina bateu recorde de abertura de empresas em 2025. Entre janeiro e dezembro, o estado registrou 293 mil novos CNPJs e 153 mil negócios extintos, o que resultou no saldo positivo de 140 mil novas empresas, o maior volume da história em um ano.
Na região, foram 6.143 novos negócios em 2025, 730 a mais do que no ano anterior, um aumento de 13,48%, superando até a média estadual.
Entre os setores que mais contribuíram para a alta no estado está o transporte, com saldo positivo de mais de 20 mil CNPJs registrados no período e elevação de 24% na comparação com o ano anterior.
Outro setor que se destacou foi o comércio e reparação de veículos, que registrou saldo de 17,9 mil negócios abertos.
As atividades administrativas e serviços complementares (16,5 mil), construção civil (14,1 mil), assim como as atividades profissionais, científicas e técnicas (12,8 mil) também tiveram participação relevante.
Em 2025, conforme a Jucesc, houve destaque na participação de mulheres como sócias das empresas.
Elas representaram 40,8% do total do quadro societário, além de crescimento na participação do capital social.
MEIs
A maior parte das novas empresas é de micro e pequenos negócios, com destaque para os Microempreendedores Individuais (MEIs), que representam mais de 70% do total.
Em seguida estão as empresas limitadas (LTDA.), com quase 30% dos novos CNPJs. Sociedades anônimas, cooperativas e empresário individual completam a lista.
“Analisamos este resultado com muito otimismo, porque o MEI é a porta de entrada para o empreendedor formalizar sua atividade econômica. A partir do micro, ele pode ampliar seu negócio e migrar para outros portes empresariais”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.
Micro e pequenas empresas geram mais emprego
Um levantamento do Sebrae/SC mostrou que as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) foram as responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no estado de janeiro a novembro de 2025, com 60,5% do total.
Em segundo lugar, vêm as empresas médias e grandes (MGE), com 28,2% do montante. O governo (5,9%) e as organizações sem fins lucrativos (SFL) e outros (5,4%) seguem representando uma porcentagem menos significativa.
“As microempresas e empresas de pequeno porte têm um papel essencial na economia catarinense, não apenas pela capacidade de gerar empregos, mas também por estarem mais próximas das comunidades, refletindo o espírito empreendedor do estado”, destaca o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae/SC, Roberto Füllgraf.
Houve um crescimento do emprego formal no estado em 2025, com mais de 106 mil novas vagas com carteira assinada sendo ofertadas entre janeiro e novembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O saldo positivo é resultado das 1,63 milhão de admissões e 1,52 milhão de desligamentos.
Os dados apontam que existe uma sazonalidade na geração de empregos, com crescimento no primeiro trimestre e desaceleração ao longo do ano. O mês de fevereiro foi o protagonista na geração (+30.429) e o mês de maio ficou com o pior resultado (-219).
Setores
Já o ranking setorial aponta que “Serviços” é o principal motor do emprego em Santa Catarina e o único setor sem meses negativos no período, com 53.602 novas vagas, ou seja, 50,1% do saldo acumulado.
Na sequência vem Indústria, com 22% do total, Comércio com 14,7%, Construção com 9,8% e a Agropecuária, com 3,3%.
Fonte: Sul Agora