A 64ª edição do Miss Brasil Mundo terminou com vitória de Gabriela Botelho, em uma noite marcada por emoção, discurso social e representatividade. A empresária conquistou o título no último dia 31 de janeiro, durante cerimônia realizada no Teatro Caesb, em Águas Claras, no Distrito Federal. Ela superou outras 24 candidatas de diferentes estados.
Apesar de ter nascido em Minas Gerais, Gabriela competiu representando Sergipe. Agora, ela inicia a preparação para defender o Brasil na etapa internacional do concurso, considerada a mais relevante da categoria.
O pódio ainda contou com Maria Cecília Nóbrega, do Pará, na segunda colocação, enquanto Carolina Faria, do Rio de Janeiro, garantiu o terceiro lugar. O evento seguiu o formato tradicional, com apresentação individual das concorrentes e desfile em traje esportivo. A etapa, aliás, começou a desenhar o favoritismo de algumas candidatas junto aos jurados.
Confinamento, provas e representatividade em destaque
Ao longo da semana que antecedeu a final, as participantes permaneceram em regime de confinamento e assim encararam uma série de provas preliminares. Entre elas, a disputa de talento teve papel decisivo na soma de pontos que definiu o Top 15. Nessa fase, avançaram representantes de estados como Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, entre outros, o que reforçou o caráter competitivo e diverso da edição.
Além disso, o concurso ganhou destaque por um momento histórico. Tainá Marrirú entrou para a história como a primeira mulher do povo Iny Karajá a disputar o Miss Brasil Mundo. Embora não tenha avançado às etapas finais, sua participação foi celebrada nos bastidores e no palco como um avanço importante na ampliação da representatividade dentro dos concursos de beleza nacionais.
Enquanto isso, a organização manteve o foco na avaliação integral das candidatas, valorizando não apenas estética e postura, mas também engajamento social, desenvoltura e clareza de propósito. Esse conjunto de critérios acabou favorecendo Gabriela Botelho na reta decisiva.
Discurso forte define vitória de Gabriela Botelho
A consagração da vencedora aconteceu durante a rodada de perguntas, momento que tradicionalmente pesa na decisão final. Questionada sobre quais transformações o Brasil precisa enfrentar, Gabriela trouxe à tona sua vivência pessoal e profissional, especialmente o trabalho voluntário que realizou por cinco anos em Brumadinho, após o rompimento da barragem.
“Há sete anos atrás eu descobri meu propósito quando pisei pela primeira vez em Brumadinho, após o rompimento da barragem. Ali foi um trabalho de cinco anos e uma das primeiras coisas que aprendi é que as pessoas nunca precisaram de alguém que fosse voz para aqueles que não tivessem voz. Todos eles têm voz”.
Na sequência, Gabriela ampliou o olhar para outras frentes do trabalho social que desenvolve atualmente. “Hoje eu trabalho como embaixadora das doenças raras na Casa de Maria e não tem nada que fale mais alto do que uma mãe implorando para o mundo ajudar ela a salvar o seu filho. O que vejo hoje que falta na nossa população brasileira é aprender a ouvir, ouvir aqueles que estão gritando exatamente que eles precisam de ajuda”, refletiu.
Ao encerrar, a vencedora reforçou a necessidade de transformar escuta em atitude concreta. “A gente só precisa agir. Se eu posso pedir hoje para vocês é: ouçam. Ouçam o que as pessoas estão pedindo a você. A verdadeira mudança começa exatamente aí. Quando começarmos a ouvir uns aos outros, tenho certeza que nós conseguiremos agir exatamente onde precisa ser feito [de] mudanças no nosso país”.
A fala consolidou sua vitória e definiu o tom da edição, que seguiu alinhada a discursos de impacto social e propósito, cada vez mais valorizados no cenário dos concursos de beleza nacionais e internacionais.
Fonte OFuxico