Esperidião Amin (PP) mostrou que não está inerte diante de tanta discussão sobre quem será indicado ou não ao Senado. Em uma entrevista para a Rádio Guaíba, o veterano soltou o verbo e mostrou que não está para brincadeira e nem será feito de boneco nesse cenário caótico e em crise. Amin afirmou que não aceitará se coligar a uma chapa que lance três candidatos para somente duas vagas, fazendo referência a ele, Carol De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL).
Sempre muito polido, o senador disse que se manterá como pré-candidato, mas não está tão desesperado a ponto de aceitar qualquer acordo. Classificou a possibilidade como uma traíragem e estímulo ao fogo amigo.
As declarações de Amin mostram que, mesmo com a iminente saída de De Toni do PL, nada está definido, a queda de braço nos bastidores ainda existe e a possibilidade de Jorginho Mello (PL) ficar sem o PP ao seu lado ainda é real.
Enquanto isso, João Rodrigues (PSD) se fortalece, recebendo o aval de nomes fortes na política local, como Júlio Garcia (PSD), os ex-governadores Jorge Bornhausen e Raimundo Colombo e do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, para sua campanha. Ele anda angariando, ainda, a simpatia de outros partidos, como do próprio PP, através da Federação União Progressista, junto ao União Brasil. E, caso o MDB desista de lançar candidato próprio, há a possibilidade que ele venha a reforçar a candidatura de João, pelo menos no primeiro turno.
Fonte: Engeplus