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9 de março de 2022 Tubarão: estudantes da UniSul se manifestam contra aulas híbridas e pedem retorno 100% presencial

Acadêmicos da Universidade do Sul de Santa Catarina (UniSul) de Tubarão, realizaram nesta terça-feira (8) protesto pedindo a volta das aulas presenciais na instituição de ensino. Eles reclamam que a UniSul tem ministrado em sua maioria o ensino híbrido – 50% das aulas remotas e 50% presenciais e que a situação não é vista com bons olhos pelos estudantes e por seus familiares.

Segundo os alunos, desde que o Grupo Ânima assumiu a instituição há pouco mais de dois anos, o sucateamento da universidade é visível. Eles afirmam que diversas situações abusivas têm ocorrido contra os acadêmicos. Prédios fechados, alunos estão ficando sem salas de aula, aumentos abusivos nas mensalidades sem a devida explicação e demissão de bons profissionais.

Os discentes pontuam que o dinheiro que deveria ser em prol da educação tem sido utilizado em favor dos investidores, que ficam cada vez mais milionários. Os denunciantes afirmam que são investidores majoritários e não qualquer investidor. O ato ocorrido nesta terça-feira, foi convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e teve início às 18h. Cerca de 400 alunos participaram da manifestação na Cidade Azul.

De acordo com o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Pedro Henrique Almeida, a manifestação foi realizada de forma nacional, todas as universidades do Grupo Ânima tiveram o protesto neste dia e também no mesmo horário. “Houve uma mudança de currículo para o E2A. Quando os estudantes assinam, a hibridez está incluída, mas não é clara para os acadêmicos. Pagamos o valor presencial, mas há somente 60% de aulas presenciais. Essa situação gerou uma revolta e nós alunos não aceitamos esse tipo de modelo”, expõe.

Segundo ele, o Ministério da Educação (MEC) autoriza o ensino híbrido de 40%, porém a universidade tem a opção de não seguir esse percentual e permanecer com 20%, o que é o desejo dos estudantes. Os estudantes procuraram o Procon de Tubarão, para ajudá-los a resolver esta situação.

Pedro Henrique conta que a instituição espalhou panfletos explicando sobre o ensino híbrido. “O cartaz falava que desta forma poderíamos economizar na gasolina ou ainda estudávamos no conforto de nossos lares. Eles querem continuar com o ensino híbrido porque podem colocar 150 estudantes em uma mesma matéria e podemos assistir as aulas de qualquer lugar do Brasil. Justificativa ruim”, lamenta.

Neste momento, não há nenhum impedimento em Tubarão, Içara, Palhoça, Araranguá e em Florianópolis  e no Estado para o funcionamento do ensino superior presencial. As escolas públicas e particulares de ensino básico já retornaram os trabalhos no mês passado. Em  janeiro, o Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgou nota sobre o ano letivo de 2022 no básico e superior dizendo que o retorno presencial às aulas deve ser a prioridade no Brasil (…) considerando os déficits de aprendizado constatados desde o ano de 2020.

Fonte: Notisul

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