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9 de setembro de 2021 Trecho Sul da 101 tem quatro pontos de protestos

A mobilização de caminhoneiros, iniciada no feriado, seguiu ontem. Na região, pelo menos quatro pontos da rodovia BR-101 tiveram manifestações, sendo dois deles com bloqueios. Em Tubarão, manifestantes atearam fogo em pneus e bloquearam o trecho da rodovia na subida do Morro do Formigão, no sentido Norte.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a passagem de veículos ficou impedida por cinco minutos, na tarde de ontem, tempo que o Corpo de Bombeiros levou para apagar o fogo. A concessionária responsável pelo trecho da rodovia também foi acionada e atuou no local. De acordo com a PRF, a ocorrência foi registrada por volta das 14h30.

Ainda em Tubarão, no Km 341, no sentido Norte, manifestantes se reuniram em frente a um posto de combustível, convocando a entrada de caminhoneiros para protestarem no pátio do estabelecimento.  

Outro ponto que houve manifestação e bloqueio foi na pista Norte no Km 351, em Jaguaruna. O local chegou a ficar totalmente interditado. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local negociando com o grupo para que houvesse a liberação da rodovia. Segundo informou a PRF, os manifestantes concordaram com a passagem de veículos de passeio e bloquear a passagem de caminhões.

Ainda dos pontos de manifestação, no Km 282, sentido Sul, em Imbituba, manifestantes começaram a se reunir em um posto de combustível, porém, até o fechamento desta edição, não havia interdições. Na madrugada de terça-feira, o Corpo de Bombeiros da cidade atendeu uma ocorrência de incêndio em pneus. Foi por volta da 1h45, no bairro Nova Brasília, e pode ter tido ligação com as manifestações.


Mobilização e pedido

As manifestações são em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e incluem pautas antidemocráticas, com ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso. Além disso, circularam vídeos em que caminhoneiros protestavam pela redução dos valores dos combustíveis.


“Não entendemos qual a reivindicação”

De acordo com o empresário Riberto Lima, de Tubarão, presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Cargas da Região da Amurel (Setram), até o momento não está definido pelo que os caminhoneiros estão reivindicando. “Não há uma pauta definida. Não há líder. Se querem parar, fiquem em suas casas e não interfiram em quem quer e desejar trabalhar”, fala Beto.

Diante das manifestações, Beto antecipa que os sindicatos do setor enviaram cartas à PRF-SC apoiando e pedindo que seja feito o trabalho de liberação das rodovias. “Não somos contra a mobilizações. Mas, neste momento, também não somos favoráveis. Pois não há uma reivindicação centrada”,
diz.  

Tanto a Fetrancesc quanto a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística também se manifestaram. Em notas, ambas repudiaram as paralisações organizadas por caminhoneiros autônomos com bloqueio do tráfego.

Além disso, a Federação das Indústrias (Fiesc) pediu a compreensão dos líderes do movimento dos caminhoneiros para reavaliar os bloqueios em curso nas rodovias de Santa Catarina. A entidade enviou ofícios ao governador Carlos Moisés da Silva, à PRF-SC e à Confederação Nacional da Indústria (CNI) pedindo atenção à situação. “Respeitamos a categoria, que tem enorme importância. Não questionamos as reivindicações do movimento, mas pedimos para que sejam adotados outros meios para resolver a questão”, afirma o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

De acordo com a PRF, as guarnições estão em constante negociação com os manifestantes.


Sem desabastecimento

Em maio de 2018, o país viveu uma grande mobilização de caminhoneiros. Na época, os grevistas se manifestaram contra os reajustes frequentes nos preços dos combustíveis. Devido às mobilizações, postos ficaram desabastecidos, houve filas de motoristas em busca de combustíveis. Até ontem, segundo o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais da Grande Florianópolis (Sindópolis), Joel Fernandes, não havia risco nenhum de desabastecimento e os caminhões com o produto circulavam normalmente.

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