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3 de fevereiro de 2021 Sindicato luta contra o fechamento de agências

O Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região ajuizou ações contra a reestruturação do Banco do Brasil contra a desgratificação dos caixas e ainda para coibir as transferências dos funcionários.

As ações se referem às decisões tomadas pelo BB no dia 11 de janeiro, quando o banco apresentou um plano de reestruturação em todo o país. “Este plano prevê o fechamento de 361 agências e o rebaixamento de outras 241 no Brasil. Neste plano, eles também estão extinguindo a função de caixa, ou seja, estão desgratificando os caixas. Para alguns casos, isto representa uma perda salarial em torno de 40%”, explica o presidente do sindicato, Armando Machado Filho.

Armando conta que o Banco do Brasil também apresentou um plano de demissão incentivada, “que nem todos se encaixam, além de algumas pessoas já estarem com a vida estabilizada nos municípios onde vivem. Com isso, elas podem ser transferidas para cidades muito distantes, inviabilizando sua situação familiar e chegando ao ponto de forçar um pedido de demissão”, avalia.

“O que se observa é que o BB está querendo tirar cinco mil funcionários. E mais ainda, percebe-se, com muita clareza, que estão se preparando para privatizar o banco”, pontua o presidente do sindicato.

Por conta desta situação, houve algumas manifestações contrárias à reestruturação, inclusive em Tubarão. “Alguns sindicatos chegaram a querer paralisação, mas nós decidimos não paralisar. Os funcionários ficaram com medo de uma possível retaliação”, diz. “O que está para acontecer é um desmonte do Banco do Brasil”, reforça.


Como está a situação em Tubarão e região

O presidente do Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região, Armando Machado Filho, diz que o Banco do Brasil ainda não abriu concretamente a situação. “O que sabemos de concreto é que o posto de serviço do bairro Oficinas, em Tubarão, que não é mais agência desde o ano passado, vai fechar suas portas. Poderemos ter outras agências fechadas, mas ainda não sabemos porque não recebemos nenhuma informação oficial”, conta. Para ele, quem perde não são só os bancários, mas toda a sociedade, que deixa de ser atendida. O bairro Oficinas, por exemplo, com todo o seu desenvolvimento e com uma população muito grande, vai ficar sem nenhuma agência bancária, o que é lamentável”, afirma.

Para Armando, as forças políticas também deveriam reivindicar pela manutenção das agências e empregos. “Nós encaminhamos, enquanto Federação dos Bancários de Santa Catarina, um ofício a todos os deputados, senadores, governador e presidente da Fecam solicitando apoio contra este plano de reestruturação. Ainda em janeiro, fizemos uma reunião com a direção do BB, mas eles foram irredutíveis, afirmando que é uma questão de gestão”, lamenta.

Cargo foi ameaçado

O plano de reestruturação quase custou o cargo do presidente do Banco do Brasil, André Brandão. Logo após o anúncio dos cortes, em 11 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou irritação com Brandão e expressou a interlocutores a intenção de demiti-lo.

Bolsonaro reclamava que não havia sido avisado sobre as demissões e o fechamento de agências do banco, em um momento em que o governo também sofria um revés de imagem com o anúncio da saída da montadora Ford do Brasil e o fechamento de outras cinco mil vagas.

Foi preciso que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – que formam o núcleo duro da área econômica do governo – montassem uma uma operação para evitar a demissão de Brandão, que estava a menos de quatro meses no cargo. Por enquanto, o executivo permanece no comando do banco.

Fonte: Diário do Sul

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