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25 de junho de 2022 ‘Se não tivesse estrutura, estaria f*dido’, diz Supla sobre haters e críticas

Supla, com certeza, é um dos artistas mais emblemáticos da música brasileira e em um estilo musical bem “ame-o ou deixe-o”, que é o rock’n roll. Com um visual excêntrico, um jeito irreverente e um modo de falar todo característico (impossível você nunca ter ouvido um ‘C’mon kids’ por aí), o artista segue em alta no auge de seus 56 anos, mas com uma alma que aparenta metade disso.

Recentemente, lançou duas músicas, “Valentines Day” (Dia dos Namorados, em inglês) e “O Tempo Não Vai Curar”, esta última que ganhou até um clipe com a presença da namorada dele, Nathalia Mastrobiso, e já ultrapassou a marca de 340 mil visualizações no Youtube.

Em conversa com o OFuxico, Supla abriu o jogo por sempre estar em alta e acredita que tudo isso se deve muito ao trabalho, já que ele sempre está lançando músicas “que têm letra e dão a visão sobre alguma situação”.

“Eu acho que meu trabalho de música é que acaba me deixando sempre na mídia. Nos últimos anos, eu lancei muita música que diz alguma coisa, que dá a visão, eu falo as coisas que eu acredito. É bastante trabalho, sabe? Eu lancei umas ‘pedradas’, tipo Parça da Erva, Anarquia Lifestyle, coisas que ganharam notoriedade pelas ideias e pela musicalidade mesmo”, afirmou.

Supla ainda comentou sobre as músicas mais atuais, onde “Valentines Day” foi em homenagem à namorada, já que estava em Los Angeles no Dia dos Namorados nos Estados Unidos (comemorado no dia 14 de fevereiro).

“O engraçado é que eu busquei umas notas de bossa nova e acabou virando um country music. Acho que isso aconteceu um pouco pelo meu estilo de cantar, meio ‘cowboyzão’, ajudou, mas foi algo natural, eu não fiz isso de caso pensado”.

Já em “O Tempo Não Vai Curar”, o cantor conta a história de uma relação mal resolvida.

“No clipe eu quis passar um sentimento de quando você termina com o seu amor, ou que a relação degringolou, e você é convidado para uma festa e você sabe que aquela pessoa vai estar lá. Aí você meio que tem um misto de sentimentos, pois ainda tem uma ligação com aquela pessoa e a gente fez um vídeo, onde se retratasse mais ou menos isso”, contou.

Supla TikToker

Sempre bem-humorado, Supla era um dos poucos artistas que eram “avessos” às redes sociais, mas a pandemia da Covid-19, que começou em março de 2020, fez com que ele visse este meio de divulgação como um modo de “se reinventar”.

“Quando veio a pandemia, eu comecei a entrar neste mundo da internet, que eu não era. Eu fazia poucas coisas, mas eu percebi que a gente tinha que se reinventar de alguma forma. E, neste meio tempo, acabou sendo uma forma de mostrar minha música para essa nova geração”, disse o cantor, que já começou a reparar nessa mudança de seu público. “E já reparo nos shows, que voltaram agora, um público mais jovem, uma molecadinha mesmo, fora a galera da minha geração”, afirmou.

Com mais de 600 mil seguidores no TikTok, Supla achou um meio de se comunicar com os fãs, “cair em suas brincadeiras” e divulgar o seu trabalho.

“Quando deu o estouro do ‘Kung Fu On You, que viralizou eu explicando para o repórter a dança, foi que eu mais senti isso (sucesso nas redes sociais). Aí também comecei a abrir uma caixinha de perguntas para falar dos meus trabalhos, do álbum Supla Ego e, enquanto ia falando do álbuns e das novas músicas, ia respondendo essas perguntas sacanas do pessoal, que em algumas eu caio de verdade (risos) e foi tudo muito misturado. E é muito gratificante eu ver um jovem de 15 anos conhecer ‘Green hair, purple hair, shaved hair all and all’ (Green Hair, lançada em 2001), então foi um meio que eu achei de estar com um público jovem, de certa forma”.

SUPLA E OS HATERS

E se tem uma coisa que um artista famoso sempre enfrenta ao fazer sucesso nas redes sociais de alguma forma são os haters. Apesar de não gostar quando alguém fala mal dele, Supla entende que esse é “o preço que se paga” pela vida pública.

“É aquilo também, né? A partir do momento que você é artista, você está nu, tudo pode ocorrer, as pessoas podem falar o que quiserem, você tem que estar preparado. Nessa vida, existem as coisas boas e as coisas ruins, faz parte da loucura do artista. Mas você tem que mandar tomar no c* também, às vezes. Vai deixar o cara falando o que quer?”.

O intérprete de Garota de Berlim ainda contou uma vez que respondeu a um hater e percebeu que, na verdade, a pessoa vivia uma relação de “amor e ódio”.

“Teve um rapaz que veio me criticar e fui ver o perfil dele. Aí, ele era músico e estava querendo fazer sucesso. Eu, geralmente, não mando mensagem para ninguém, mas, neste caso, eu mandei: ‘Olha, eu achei seu comentário deselegante, ainda mais vendo que você quer ser famoso, que você está batalhando, não deveria colocar outro artista para baixo. Procure fazer o seu’ (risos). Pô, eu só respondi porque tudo que ele queria, era o que eu tinha. Como ele achou que ia chegar aonde eu estou, me criticando? Falando mal? Não é um caminho bom, fora a energia negativa que atrai. Aí, ele me respondeu: ‘Pô, Supla, eu te adoro, eu nem sei o porquê eu falei isso. Eu sou um idiota’. Parece uma relação de amor e ódio”, contou.

Supla completou dizendo que as pessoas são muito irresponsáveis com o que falam de uma pessoa e não fez uma exclusividade com os haters da internet, mas também com alguns críticos.

“Tem gente que fica famoso falando mal dos outros né? Tem que ter uma estrutura e, quando o artista é novo, pode dar muitos problemas. Eu já recebi muitas críticas, da Folha de São Paulo, por exemplo. Lembro quando me colocaram na capa do jornal e escreveram ‘Rock em berço dourado’. Vou falar o que? Hoje em dia, esse crítico sumiu e eu estou até aí até hoje. Mas são coisas que, se eu não tivesse uma estrutura na minha mente, eu estaria f*dido. Mas a real é que isso me fez ainda mais forte”.

Fonte – O Fuxico

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