site loader
19 de março de 2021 SC segue em colapso com mais de 450 pacientes na fila da UTI

Já chega a 456 o total de catarinenses aguardando uma vaga em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em Santa Catarina. A quantidade de pacientes na fila para receber tratamento foi atualizada nesta quinta-feira (18) e mostra há somente um paciente a menos do que no dia anterior.

Os dados indicam a situação que ainda é grave no Estado, com 99% dos leitos adultos ocupados. Contudo, o número é “virtualmente inferior à realidade”, segundo nota da própria Secretaria da Saúde.

Isso porque à medida que um leito é aberto – seja por morte ou por alta do paciente – uma das pessoas que está nesta fila passa a ocupar a estrutura.

Com a situação crítica, os hospitais já ensaiam a adoção do protocolo internacional de saúde, que prevê ofertar  assistência para quem tem maior probabilidade de sobreviver.

Conforme já foi publicado pelo ND+, os três hospitais que atendem casos de Covid-19 em Blumenau, no Vale do Itajaí, informaram que estão se preparando para selecionar os pacientes que terão prioridade de acesso aos leitos de UTI.

São 1.670 leitos ativos ao longo da rede pública do Estado, que compreende 55 hospitais. Contudo, mesmo os mais bem estruturados sofrem com o colapso, somando lotações de no mínimo 90%.

Agora, 970 pacientes da Covid-19 estão internados. Tanto na fila quanto nos leitos de UTI, a situação é crítica. Na última quinzena foram registrados casos de pacientes que morreram enquanto aguardavam por um leito de UTI. Foi o caso de um idoso de 79 anos, de Canoinhas, que estava há dois dias intubado na Unidade de Pronto Atendimento 24h.

O agravamento da pandemia obrigou autoridades a enviarem pacientes para outros Estados, como o Espírito Santo.

Dentre os cinco pacientes que foram transferidos para o Estado capixaba, três morreram. A morte mais recente foi de Hércules Antonio Senger, de 59 anos, que faleceu na segunda (15).

Ele estava internado em Chapecó, no Oeste catarinense, e foi levado para Vitória (ES) no dia 9 de março, pelo avião Arcanjo-02 do BOA (Batalhão de Operações Aéreas) do Corpo de Bombeiros.

O que gera o colapso?

Uma porcentagem média dos casos da Covid-19 acaba sendo de casos mais graves, que necessitam de hospitalização, e, em alguns casos, de um leito de UTI. Com isso, quando há um pico no número de casos, a tendência é de alta no número de hospitalizações.

Atualmente Santa Catarina e boa parte dos Estados vivem um momento de alta na transmissibilidade. Apenas no território catarinense há 35,8 mil casos ativos, segundo a Secretaria de Saúde.

Pelos números, no mínimo cerca de 700 pessoas precisarão de um leito de UTI. Somado ao número de internações de pacientes com outras enfermidades, o sistema público acaba não suportando a alta volatilidade nas internações. “Quanto mais casos de coronavírus tivermos, mais casos precisarão de unidades de saúde e vão necessitar de hospitalização. 80% dos casos são assintomáticos ou leves, 20% terão que procurar uma unidade de saúde, e dessas, em média de 2% a 5% necessitam de uma UTI”, explica o Superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário.

Fonte: NDmais

Open chat
Entre em contato conosco! =)