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1 de abril de 2022 SC anuncia fim do estado de calamidade pública por conta da covid-19

Após dois anos, Santa Catarina não está mais em estado de calamidade pública por conta da pandemia da covid-19.

O governador Carlos Moisés anunciou em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (31), em Florianópolis, que não irá renovar o decreto de emergência em saúde, que valia até esta data.

A ação faz parte do processo de volta à normalidade em função da melhora do cenário epidemiológico e do avanço na vacinação. Santa Catarina encerra o período de calamidade pública com a menor taxa de letalidade para a doença no país – 1,3% contra 2,2% na média nacional. Atualmente, são 4,2 mil casos ativos para o novo coronavírus – no pico, em 29 de janeiro deste ano, foram mais de 80 mil.

O que muda na prática

Em termos práticos, o fim da calamidade pública significa um retorno aos ritos habituais nos processos de gestão administrativa, notadamente na Secretaria de Estado da Saúde.

O Centro de Operações em Emergências em Saúde (COES), por exemplo, deixa de existir. O órgão deu suporte técnico às decisões tomadas pelos gestores públicos no enfrentamento à pandemia. O governador explica que o Governo seguirá com os atendimentos a todos que necessitem, porém o que eram regras anteriormente passam a ser orientações agora, como o uso de máscaras. “A pandemia não acabou hoje. Esse momento reflete o novo enfrentamento da pandemia e nos permite olhar para frente. Mas vale lembrar os investimentos na Saúde que fizemos com mais de R$ 600 milhões na Política Hospitalar Catarinense; com a transparência nas aplicações das vacinas. Era isso que queríamos”, destacou o governador.

“É uma data marcante. A população se vê hoje na condição de utilizar ou não as medidas de restrição, cada qual regrando. Há ambientes em que, pelo perfil das pessoas, a recomendação é que continuem usando máscaras. Algumas rotinas que foram adotadas na pandemia devem permanecer como hábitos. O álcool gel é um hábito que veio e é importante. A gente percebe como diminui a transmissão de doenças respiratórias, principalmente. A obrigatoriedade que era uma excepcionalidade, agora a regra é a liberdade do indivíduo, mas naquele momento, mesmo sob críticas, o momento que exigia que o estado se impusesse para que tivéssemos o resultado que temos hoje, a menor taxa de letalidade do Brasil. Não temos o que comemorar, porque tivemos perdas, mas podemos dizer, sim, nós enfrentamos uma guerra, vencemos algumas batalhas e saímos vitoriosos.”, reforçou o governador.

O chefe do Executivo estadual também fez um balanço dos dois anos de enfrentamento até aqui. Ele lembrou que Santa Catarina foi o primeiro estado brasileiro a determinar o fechamento de algumas atividades após o primeiro caso de contaminação comunitária, em 17 de março de 2020. Ao mesmo tempo, ele lembrou que o setor industrial, por exemplo, nunca parou, funcionando com regramentos sanitários.


Retomada

Apesar da retração econômica registrada nos primeiros meses da pandemia, em 2020, Santa Catarina hoje vive um momento de acelerado crescimento econômico. As medidas tomadas, após amplo diálogo com o setor produtivo, resultaram no atual ambiente positivo. A retomada dos eventos ocorreu ainda no segundo semestre de 2021.

Tudo isso pode ser comprovado pela geração de empregos. No ano passado, foram criados 168 mil novos postos de trabalho formais no Estado, o melhor resultado da história. Em 2022, apenas nos dois primeiros meses do ano, o saldo é de 51 mil vagas. O PIB catarinense cresceu mais de 8% em 2021, enquanto o Brasil ficou em 4,6%.

Ainda em junho de 2020, Santa Catarina teve a sua gestão à frente da pandemia reconhecida como a melhor do Brasil pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também deu nota 10 ao estado por conta da criação e incorporação de mecanismos de enfrentamento à pandemia.

Fonte: Sul Agora

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