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27 de outubro de 2020 “Santa Catarina não pode parar”, afirma governadora interina

À frente do Executivo estadual, Daniela Reinehr diz que o foco do governo será a retomada da economia de forma responsável e se posicionou contra um possível lockdown na segunda onda do coronavírus

Um novo capítulo da história da política catarinense começou a ser escrito ontem pela governadora em exercício Daniela Reinehr (sem partido).

Ladeada pelo colegiado, a nova chefe do Poder Executivo de Santa Catarina utilizou frases fortes como “Santa Catarina não pode parar” para estabelecer as diretrizes do governo enquanto perdurar o afastamento do governador Carlos Moisés, que pode ser de até 180 dias.

A primeira coletiva da governadora em exercício ocorreu após reunião do colegiado, já com a presença do novo chefe da Casa Civil, general Ricardo Miranda Aversa. Ainda ladeada pelo secretariado escolhido por Moisés, Daniela abriu a coletiva anunciando a intenção de dialogar com a sociedade.

“Hoje a gente dá início a um novo capítulo de uma história que começou a ser escrita há dois anos, quando chegamos a esse governo. Daqui pra frente, vamos conversar muito porque uma das minhas diretrizes é estabelecer um canal eficiente de comunicação com órgãos internos e externos”, anunciou.

Planos para o governo

Daniela também elegeu sete palavras para definir como “compromisso desse governo”: austeridade, simplicidade, integração, diálogo, eficiência, desenvolvimento e legalidade.

A governadora também se antecipou aos questionamentos para rechaçar uma troca completa do primeiro escalão de governo escolhido pelo antecessor.

“Já adianto que eventuais mudanças acontecerão de acordo com a necessidade. Isso porque não quero causar nenhum trauma ou instabilidade. Pelo contrário. Temos que ser resilientes, maduros e serenos diante das mudanças na medida em que forem acontecendo”, relatou.

Ao colegiado, Daniela determinou a continuidade das ações em desenvolvimento.

“Santa Catarina não pode parar. Algumas situações que estão dando certo serão mantidas e aprimoradas e realmente precisamos aprender com situações que não foram bem vistas e melhorá-las”, analisou.

Segundo Daniela, o foco do novo governo será “a retomada da economia de forma responsável, preservando a saúde dos catarinenses e recolocando SC no caminho do pleno desenvolvimento”.

Ao final do pronunciamento, Daniela aproveitou para agradecer à família e à equipe de trabalho, além da defesa no Tribunal Especial de Julgamento, à comissão especial e aos desembargadores, elogiando o TJSC (Tribunal Justiça de Santa Catarina).

Após o pronunciamento, a governadora em Exercício Daniela Reinehr respondeu aos questionamentos dos jornalistas sobre as relações com o governo federal e a Assembleia Legislativa, e a postura a ser adotada na batalha contra a crise de saúde pública provocada pelo novo coronavírus.

De acordo com Daniela, a crise de saúde pública será administrada de acordo com os critérios do Ministério da Saúde. “As questões dos decretos têm que ser analisadas. As prefeituras têm poder de regular e sempre vale a regra mais restritiva. O meu compromisso é não ser a regra mais restritiva. As prefeituras têm essa autonomia”, disse.

Segundo a governadora em exercício, o foco é avaliar cada caso específico para avançar ou recuar. “A minha fala sempre foi de prevenção, de cuidados com a saúde individual e coletiva, sem prejudicar o setor econômico”, emendou Daniela.

Questionada sobre o avanço da doença na Grande Florianópolis, a governadora em exercício revelou contrariedade a um possível lockdown na chamada segunda onda do coronavírus.

“A gente precisa avaliar cada caso. Florianópolis está tendo um avançar da doença, mas, acima de tudo, precisamos isolar os doentes, e não os saudáveis. Existem padrões de segurança que precisam ser avaliados. Eu defendo que o médico é quem deve cuidar do paciente”, afirmou.

Sobre a relação com o parlamento, Daniela defendeu o diálogo para encontrar um deputado que possa assumir a liderança do governo no parlamento e defender a visão do governo do Estado.

“Esse nome será construído junto com os deputados, baseado em afinidade com a nossa visão de governo, porque tem que ser o representante do governo do Estado na Alesc”, definiu.

Daniela também agradeceu ao empenho da deputada Ana Paula Silva, a Paulinha (PDT), como líder do governo do antecessor e defensora de sua absolvição no processo de impeachment.

Indagada sobre o julgamento que afastou o antecessor, Daniela foi taxativa: “não quero ficar ruminando o passado. Não me cabe fazer isso. Eu preciso respeitar os poderes e as instituições. Não sou eu quem vou julgar. Eu preciso administrar Santa Catarina e olhar pra frente, abraçar o Estado como uma dádiva, um compromisso gigante que pretendo fazer com muita honra e responsabilidade”.

A governadora em exercício também salientou a necessidade de aplicar recursos em infraestrutura. “Isso não é um gasto. É um investimento que num curto período de tempo volta para ao governo federal e estadual em renda e desenvolvimento”, declarou. Daniela que pediu para o colegiado avaliar possibilidades de buscar recursos junto ao governo federal para aplicação na área.

O alinhamento com o governo federal foi outra ação destacada por Daniela, que pediu para o colegiado avaliar possibilidades de buscar recursos junto ao governo federal. “Só tenho agradecer ao governo federal pelo apoio que sempre me deu, diante da minha lealdade ao projeto que nos elegeu”, destacou.

Fonte: ND+

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