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8 de dezembro de 2020 Roteirista do Zorra denuncia pressão para equipe apoiar Marcius Melhem

Com relatos de 43 pessoas, a revista narra situações de assédio sexual e moral envolvendo Marcius Melhem, com descrições a situações vividas por Dani Calabresa

O nome da atriz Dani Calabresa se tornou um dos mais comentados ao longo de todo o fim de semana, depois que a Revista Piauí expôs com detalhes supostos assédios cometidos pelo humorista Marcius Melhem, antigo diretor do departamento de humor da Rede Globo. 

A referida publicação expôs depoimentos de dezenas de mulheres que já trabalharam com o humorista e o acusam de assédio. Dani Calabresa é uma dessas mulheres que descreve todas as vezes que foi assediada pelo humorista enquanto trabalhavam juntos no programa “Zorra”.  

O caso chocou a web e logo se tornou um dos assuntos mais comentados da web e voltou a ser comentado nesta segunda-feira (07), depois que um relato veio à tona. Após a repercussão do caso, um roteirista do Zorra revelou que a equipe do humorista teria sido pressionada para demonstrar apoio ao ex-diretor de Humor da Globo durante a polêmica. 

De acordo com o relato, a autora Daniela Ocampo teria insistido para que funcionários assinassem um documento no qual testemunhavam que nunca presenciaram atos de assédio moral do humorista.  

“O que todos nós lembramos é que a Dani chegou na nossa sala e disse: ‘Quem quiser assina, quem não quiser não assina’. Só que, claro, como ela tinha uma posição hierárquica superior, a maioria das pessoas assinou”, afirmou o roteirista em entrevista para Leo Dias, colunista do jornal Metrópoles. 

De acordo com o profissional, ele e outros colegas da equipe de Melhem ficaram surpresos com a atitude de Ocampo, que é conhecida entre o meio por ser um dos braços direitos do diretor no núcleo de Humor da Rede Globo.  

“Eu assinei também, claro. E, fato, o abaixo-assinado é apenas em relação ao assédio moral. Achamos muito injusto dizer que o abaixo-assinado partiu da equipe, pois não partiu. Alguém do elenco pode ter procurado ela, mas ela que organizou tudo, inclusive pedindo o número de matrícula das pessoas no grupo de WhatsApp”, relembrou. 

Ao longo da entrevista, ele ainda ressaltou que se sentiu pressionado para assinar: “Senti assédio moral ao chegar uma pessoa superior e dizer para assinar um abaixo-assinado ‘sem obrigação’. Não foi uma ‘passação de pano’, como todos dizem, foi um movimento hierárquico que partiu da Daniela Ocampo no qual muita gente, inclusive eu, se sentiu pressionada a assinar com medo de perder seus empregos”, revelou. 

Daniela Ocampo se defende das cusações 

Após a repercussão da entrevista, Daniel se defendeu publicamente das acusações através do seu Instagram. Em uma publicação, a profissional rebateu as acusações e salientou que o abaixo-assinado se referia a assédio moral: “Gostaria de esclarecer que, quando assinei e encaminhei as cartas, não havia nenhuma denúncia de assédio sexual. Os abaixo-assinados referiam-se ao fato de o programa Fora de Hora não ser um plágio do Furo MTV e de, ao contrário do que havia sido afirmado por um jornalista, não haver assédio moral no ambiente de trabalho do Zorra”, declarou ela. 

“Amigos e equipe me procuraram pois queriam se pronunciar formalmente contra essas acusações. Na época, nenhuma informação contrária a essa havia sido falada. E, principalmente, a gente não sabia de nenhuma denúncia de assédio sexual. Só alguns meses atrás comecei a ouvir histórias, pessoas me procuraram, e eu as procurei”, ressaltou. 

“Entendi que não sabia muita coisa e que, por trabalhar diretamente com o Marcius, muita gente se afastou de mim. Eu era a última pessoa a quem alguém contaria algo. Fiquei devastada com o que ouvi. Ainda estou. Por mais que as pessoas adorem culpar as mulheres por não terem visto isso ou aquilo, é possível não ver, sim”, defendeu Daniela, no perfil de seu Instagram que é fechado.

Fonte: MSN

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