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15 de março de 2021 Região vive o momento mais crítico da pandemia de Coronavírus

Talvez você não  lembre exatamente o que estava fazendo nesse mesmo dia há um ano. Mas você sabe que não estava usando máscara diariamente, fazendo o uso constante de álcool em gel e tendo que se manter afastado dos amigos, familiares e colegas de trabalho por conta de uma pandemia.

Há exatamente um ano, a Amurel registrou o primeiro caso confirmado de covid-19 e, desde então, muita coisa mudou.

Naquele 15 de março de 2020, o Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte, confirmava o primeiro paciente com a doença na região. O prefeito Beto Kuerten Marcelino explica que desde aquela data, com o aumento do número de casos e o registro de mortes, o município realiza ações para amenizar os efeitos da covid-19.  

“Foram várias ações ao longo deste ano, como a disponibilização do protocolo medicamentoso aos interessados, a realização de campanhas reiteradas de proteção e prevenção, a testagem em massa, a disponibilização de pias nas praças e totens com álcool em gel, a abertura do Centro de Triagem e, a longo prazo, a disponibilização de R$ 2 milhões para auxiliar na construção da estrutura que abrigará os leitos de UTI do Hospital Santa Teresinha”, explica Beto.

Tubarão, cidade com maior número de habitantes da Amurel, tem hoje o maior registro de casos confirmados (17.168) e de mortes (241) por coronavírus. “Nesse um ano, fizemos muitos investimentos na área da saúde. Ampliamos serviços, compramos medicamentos, já testamos quase 60% da população. Fizemos a nossa parte como setor público, melhorando estruturas, estruturando a atenção básica, os hospitais têm aumentado leitos de UTI, mas é uma pandemia complicada. E a chegada de uma nova variante piora esse cenário”, ressalta o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Daisson Trevisol.

Para os próximos meses, os municípios devem manter os investimentos na área e, assim como a população, aguardam a chegada de mais doses das vacinas contra a covid-19. “Assinamos o protocolo de intenção de compra de 40 mil doses da Sputnik, por meio de um consórcio com a Fecam, e estamos estudando a possibilidade de auxiliar na ampliação de leitos clínicos e semi-intensivos do Hospital Santa Teresinha”, explica Beto.

Já a prefeitura de Tubarão se inscreveu em dois consórcios para possível compra de 130 mil doses de vacina contra a covid-19. “O nosso pensamento é de sempre investir mais na saúde. O problema é que o próprio setor tem outros custos que precisam ser mantidos”, relata Daisson.

Em busca da vacina

Com o aumento do número de casos positivos e de óbitos pela doença, as lideranças políticas da região não hesitam em apontar que o atual momento é o mais complicado desde o início da pandemia de coronavírus.

“Infelizmente, estamos vivendo o pior momento da pandemia. As administrações municipais estão fazendo o possível para que haja equilíbrio entre a preservação das vidas e a economia, mas, para isso, é necessária a colaboração da população, evitando aglomerações, usando máscara sempre e higienizando as mãos. O combate depende de todos nós”, afirma o prefeito de Braço do Norte, Beto Kuerten.

“Imaginávamos que teríamos passado pelo pior da pandemia, mas infelizmente estamos no pior momento”, afirma Daisson Trevisol, diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde de Tubarão.

Para Daisson, somente quando o número de pessoas vacinadas contra a doença aumentar será possível vislumbrar um futuro mais próximo daquele que vivemos antes da covid-19. “Infelizmente, enquanto não tivermos 60% da população vacinada, iremos viver momentos de pico e aumento na transmissibilidade, internações e mortes. Além disso, independentemente da ampliação de leitos e serviços, se a população não fizer a sua parte, não vamos vencer essa situação. Acredito que vamos mais um ano pela frente até que boa parte da população seja vacinada”, aponta.

Fonte: Diário do Sul

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