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19 de março de 2021 Protocolo prevê critérios para selecionar pacientes

A situação da saúde diante da pandemia de covid-19 se apresenta num estágio de colapso cada vez mais avançado na região. Nesta semana, o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão, informou que passará a adotar o protocolo para escolher pacientes que terão prioridade em leitos de UTI.

A medida estabelece critérios que ajudam os profissionais a identificar o paciente que tem mais chance de sobreviver. O protocolo estava pronto há quase um ano, seguindo  orientações da Associação de Medicina Intensiva Brasileira. A Secretaria de Saúde do Estado (SES) de Santa Catarina recomenda o uso do documento.

De acordo com o HNSC, cada hospital tem um protocolo que faz parte do Plano de Contingência diante da pandemia. Em comunicado às autoridades, foi informado que, caso seja necessário, a instituição começaria a seguir o documento.

A medida estabelece critérios e pontuação para os pacientes considerando as situações: número de órgãos comprometidos; se possuem doenças crônicas avançadas e a funcionalidade; e se têm boa condição física e motora. Esse protocolo ajuda o profissional a agir de forma mais justa e sem precisar decidir sozinho sobre quem irá ou não ocupar um leito de UTI.

Em uma situação hipotética com dois pacientes com insuficiência respiratória grave, um de 60 anos, com pressão alta controlada e vida ativa, e outro de 50 anos, com câncer avançado, que passa a maior parte do tempo sentado ou deitado, o segundo receberia mais pontos que o primeiro. Assim, o paciente de 60 anos teria a vaga, pois quanto menor a pontuação, maior a prioridade na fila. “Estamos trabalhando com recursos escassos. Isso (uso do protocolo) vai acontecendo gradativamente à medida que vão sendo limitados os recursos. Se a gente quer salvar o maior número de vidas, precisa saber identificar quais são os pacientes que têm mais chance de sobreviver. Nós, enquanto instituição, temos que comunicar ao Poder Público sobre a decisão, para que tome uma providência”, completa o hospital. Isso não quer dizer que os demais pacientes não serão atendidos. Todos recebem atenção.

HST não disponibiliza de mais respiradores

Não há mais respiradores, bombas de infusão, monitores e profissionais para o atendimento de novos pacientes no Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte. A direção emitiu na quinta-feira um comunicado com estas informações e alertando que os medicamentos também já começaram a faltar. A ocupação dos leitos semi-intensivos, onde há suporte ventilatório, está acima da capacidade, em 125%. Nos leitos clínicos, a ocupação está em 84%.

Fonte: Diário do Sul

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