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21 de julho de 2021 Policiais e agentes iniciam ação para pressionar Estado

Entidades representativas da Polícia Civil, do Instituto Geral de Perícias e da Polícia Penal aprovaram na tarde de ontem, durante uma assembleia, o início da Operação Estrita Legalidade, em que as atividades do setor serão atrasadas ou paralisadas parcialmente.

Os funcionários públicos são contra os termos da reforma da previdência estadual que está em discussão na Assembleia Legislativa (Alesc). Como o DS destacou na última semana, a orientação dos sindicatos e associações é para que os servidores sigam uma série de medidas, como deixar de aceitar novos presos nas unidades prisionais, recusa de equipamentos, limitação na condução de viaturas, limitação da permanência de presos nas Centrais de Flagrante e paralisação de operações por falta de efetivo.

A previsão é de que, caso as demandas não sejam atendidas, outras ações possam ser tomadas, como o abandono de cargos comissionados e funções gratificadas. “Vamos fazer a operação até que o governo apresente contraproposta adequada”, ressaltou Ferdinando Gregório, presidente da Associação dos Policiais Penais e Agentes Socioeducativos de Santa Catarina (AAPSS/SC).

Após a assembleia realizada ontem, em Florianópolis, os servidores bloquearam o trânsito em duas das três pontes que ligam a Ilha ao continente. O único acesso livre durante a manifestação foi a ponte Hercílio Luz. As entidades pedem que na reforma seja garantida a paridade (replicar o reajuste de policiais da ativa) e a integralidade (aposento com o mesmo valor da última remuneração) de salários na aposentadoria.

Entre os problemas que os servidores vêm enfrentando no trabalho diário, citados pela AAPSS/SC, estão o baixo efetivo, o desgaste emocional, psicológico e físico. “Os servidores não vão suportar a carga do sistema penal com estas regras da reforma. Só este ano, morreram 15 policiais penais – três por suicídios, sete por covid-19 e cinco por complicações cardíacas em razão do alto estresse da profissão. As unidades estão superlotadas e com poucos operadores trabalhando”, aponta Ferdinando. Dados apresentados pela associação revelam que todas as unidades prisionais do Sul do Estado contam com 3.681 internos, mas a capacidade ideal é para receber 2.677 pessoas. Os presídios masculino e feminino de Tubarão e as UPAs de Laguna e Imbituba estão entre as unidades que apresentam superlotação.

Fonte: Diário do Sul

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