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17 de dezembro de 2020 Plano prevê a vacinação de 39% dos catarinenses

Ainda sem data para iniciar a imunização, o governo do Estado lançou ontem o Plano Estadual de Vacinação contra a covid-19 em Santa Catarina. O trabalho de imunização da população catarinense ocorrerá em consonância com o governo federal e pretende vacinar 2,8 milhões de pessoas dos grupos prioritários em um primeiro momento. Este valor corresponde a 39% dos catarinenses.

O chefe do Executivo estadual acompanhou, em Brasília, o lançamento do Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Segundo o cronograma do governo do Estado, a vacinação dos grupos prioritários será em quatro fases, assim como orienta o Ministério da Saúde.

A primeira fase consiste na imunização dos trabalhadores da saúde, idosos acima de 75 anos, pessoas com mais de 60 anos que moram em instituições de longa permanência e a população indígena. Na segunda fase, o foco serão as pessoas com idade entre 60 e 74 anos. A terceira fase vacinará os que apresentam comorbidades (diabetes, doença renal, doença respiratória crônica, câncer, hipertensão, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos que receberam transplante de órgãos, que têm anemia falciforme e obesidade grave).

Por fim, na quarta fase, serão professores, profissionais da Segurança Pública, do sistema prisional e de salvamento. Somados, estes grupos representam 2,8 milhões de pessoas. O governador destaca que o restante da população será vacinado conforme os insumos forem sendo repassados pelo governo federal.

Ele conta que Santa Catarina tem realizado um trabalho nas últimas semanas para garantir que não haja problemas por conta da sobreposição do calendário de vacinas já existentes, como Influenza e H1N1.

“Toda a nossa rede logística foi redimensionada e está em fase final de estruturação. Estamos trabalhando em questões como insumos, como as seringas e agulhas, reforçando a nossa rede de frios, para garantir o armazenamento, assim como a ampliação da rede elétrica e das salas de vacinação. Também estamos expandindo nosso quadro de vacinadores. Vamos fazer a nossa parte, que é preparar a oferta de cobertura vacinal para a população. Reforçamos também o alinhamento com o governo federal, por meio do Programa Nacional de Imunização, cuja eficácia é mundialmente reconhecida”, afirma o governador.

Governo federal decidirá sobre vacina

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, lembra que é atribuição do governo federal definir quais vacinas serão utilizadas no enfrentamento à covid-19. “O que cabe aos estados é tornar isso operacional. O governo federal nos manda as vacinas e a partir daí nós trazemos este recurso de saúde pública para a população. É isso que estamos fazendo”, diz o secretário. Caso seja necessário, o governo do Estado dispõe de R$ 300 milhões separados em caixa para a compra de vacinas. Os valores seriam suficientes para adquirir cinco milhões de doses.

Fonte: Diário do Sul

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