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Com 153 casos novos confirmados de coronavírus a mais do que ontem, os números na região seguem considerados baixos. O número de pacientes recuperados da doença em 24 horas foi ainda maior do que o de doentes, com 187 pessoas curadas a mais do que no dia anterior.

O diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde de Tubarão, Daisson Trevisol,  explica que a pandemia é feita de curvas, e a região está no momento bem na base da curva, “o mais baixo de todos os tempos. Normalmente, quando dá um pico temos a queda após, que acontece porque as pessoas se preocupam um pouco mais. Como o pico foi em dezembro, nós estamos agora nesta fase em janeiro”, pontua.

No dia 15 de dezembro, quando a Amurel registrou seu pico de casos, o número chegou a ser de 3.258 confirmações a mais em 24 horas nos municípios.

A previsão de uma alta nos casos após as festas de fim de ano não se concretizou. “Achávamos que as festas de final de ano poderiam dar alguma alteração, mas eu acredito que as pessoas passaram o Natal em família, então não muda muito, e no Ano Novo não houve festas, portanto não ocorreu a diferença. Agora, as pessoas estão mais na praia e ficam mais ao ar livre, e talvez seja este o fator”, avalia.

O número de testes realizados também diminuiu, segundo Daisson, que diz que está havendo menos procura, e também não há resultados represados no Lacen. “Estes números são reais”, confirma.

“O que pode acontecer é como no ano passado. O aumento no Brasil de modo geral foi em março/abril, isso lá pra cima. Chegou aqui para nós em junho/julho. Então, lá por março ou abril deste ano é provável que possamos ter um novo pico por aqui, segundo estudos e acompanhamentos que estamos realizando”, considera.

Cuidados precisam continuar

O diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde de Tubarão, Daisson Trevisol, alerta que as pessoas precisam continuar se cuidando. “Não é porque já começamos a vacinação ou o número de casos está baixo que podemos relaxar. Ainda não é o momento. Cada um tem que continuar fazendo a sua parte. Por mais que a gente esteja numa fase de baixa, a probabilidade, segundo estudos e acompanhamentos, é de que entre o final de fevereiro e o começo de março a gente tenha um aumento. E isso não será gerado pelo retorno às escolas. Isso estará relacionado provavelmente à volta da circulação do vírus por aqui”, reforça.

Região se mantém no nível grave, mas com melhoras nos índices

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou ontem os dados da Matriz de Risco Potencial em relação ao coronavírus. Pela nova classificação, oito regiões do Estado se encontram em nível gravíssimo; sete regiões, em nível grave – entre elas, a Amurel –; e uma região com nível alto de risco potencial para a covid-19.

Neste boletim, em comparação com o da semana anterior, o Extremo Oeste passou de grave para o nível de maior atenção, enquanto o Extremo Sul saiu do patamar grave para o alto. A Grande Florianópolis e a Serra catarinense também apresentaram melhora e passaram de gravíssimo para grave.

A última vez que o Estado tinha registrado uma região em nível alto foi no dia 11 de novembro, quando o Extremo Oeste foi classificado nessa situação.

Houve uma redução nos índices de transmissibilidade. Neste quesito, apenas a região do Médio Vale do Itajaí está em nível gravíssimo. Todas as outras se encontram em nível grave.

A capacidade de atenção, que mede o índice de ocupação de leitos, ainda segue preocupante em sete regiões que estão em nível gravíssimo; ao mesmo tempo, as regiões do Extremo Sul, Carbonífera e Laguna foram classificadas no nível mais baixo, ou seja, moderado.

“A região Sul do Estado tem registrado ocupações de leito de UTI inferiores a 70%, mas em outras localidades ainda há uma taxa superior a 80%. Em relação ao número de casos, houve uma redução de casos diagnosticados, o que pode indicar uma estabilidade. É preciso manter os cuidados e os regramentos sanitários”, afirma a epidemiologista Maria Cristina Willemann.

Fonte: Diário do Sul

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