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22 de abril de 2022 Municípios estão em alerta por causa da dengue

Santa Catarina vive uma nova preocupação após a covid-19: o aumento nos casos de dengue. Ao todo, segundo boletim da Diretoria de Vigilância Sanitária (Dive), 45 municípios estão com alto risco para a doença. Destes, mais de 21 cidades da lista estão localizadas no Oeste. Foram confirmados 12 óbitos pela doença e há outras 13 mortes em investigação desde o início do ano.

As cidades que registraram óbito foram Brusque, Chapecó, Caibi, Xanxerê, Criciúma, Itá, Palmitos, Romelândia, Ascurra, Abelardo Luz, Blumenau, Guaraciaba, Joinville, Maravilha e Seara. A prefeitura de Florianópolis declarou situação de emergência em razão da infestação pelo mosquito Aedes aegypti. O decreto se estende por 180 dias.

Na região, o alerta já mobiliza as autoridades de saúde. “Estamos muito preocupados com a situação que se apresenta no Oeste. Já estamos montando uma comissão para acompanhar. Pedimos à população que use repelente durante o dia e observe se não há locais onde possa surgir o mosquito. É um alerta que fizemos”, diz o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde de Tubarão, Daisson Trevisol.

Em Capivari de Baixo, uma força-tarefa foi montada e irá realizar um aumento na fiscalização, organizando também uma capacitação das agentes de endemias para identificar, em laboratório local, a larva do mosquito, além de capacitação das agentes comunitárias e enfermeiras sobre o tema.

Conforme último boletim da Dive, Imbituba é a única cidade da região que tem casos de dengue contraídos na cidade. São dois. De acordo com o diretor da Dive, João Augusto Brancher Fuck, a situação da região Sul ainda é menos preocupante. “Mas segue o alerta para que não chegue à situação das outras regiões”, fala.

Onze municípios registraram focos

Ainda de acordo com boletim da Dive, 11 cidades da região registraram focos de dengue. São elas: Braço do Norte (7); Capivari de Baixo (1); Garopaba (9); Gravatal (1); Imbituba (33); Jaguaruna (1); Laguna (2); Orleans (2); Pescaria Brava (2); São Ludgero (7) e Tubarão (2).

Estado é o terceiro em número de mortes
Segundo boletim do Ministério da Saúde, Santa Catarina é o terceiro estado brasileiro que mais registrou mortes por dengue desde o início de 2022. Os dados foram agrupados em números sobre a doença entre os dias 2 de janeiro e 9 de abril.

Segundo o governo federal, 112 óbitos causados por dengue foram confirmados em todo o país. No ranking de mortes causadas pela doença, São Paulo lidera com 38 mortes, seguido por Goiás (17), Santa Catarina (12) e Bahia (10).

O documento contém dados até 9 de abril. Atualmente, Santa Catarina tem 12 óbitos pela doença, de acordo com o monitoramento estadual, feito pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC). O último óbito registrado no Estado é de um morador de Joinville.

O mosquito Aedes aegypti é o vetor de diversas doenças causadas por vírus, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Ao picar uma pessoa doente, o mosquito é infectado e pode transmitir a enfermidade a uma pessoa sadia.

A primeira manifestação da dengue é a febre alta entre 39°C a 40°C, com duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Capacitação de servidores

Os servidores da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Tubarão, em especial os profissionais médicos e enfermeiros da Atenção Primária em Saúde, participam na última semana e participarão no dia 27 de um ciclo de capacitações sobre a dengue e as melhores formas de atuar, diante do aumento expressivo de casos da doença.

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