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25 de fevereiro de 2021 Morte de 16 macacos traz alerta sobre febre amarela

A morte de 16 macacos nesta semana (segunda e terça-feira), em Santa Rosa de Lima (8) e Rio Fortuna (8), alerta sobre a possível presença da febre amarela na região. Na semana passada, outros primatas também foram encontrados mortos em São Martinho.

De acordo com a bióloga da Secretaria de Estado da Saúde Sabrina Fernandes Cardoso, não havia sinais de atropelamento, agressão ou qualquer outro acidente com os macacos, que eram aparentemente sadios. “Foram coletadas as vísceras para a investigação por parte das equipes especializadas nos municípios, com o acompanhamento da Regional de Saúde. Os animais estão sendo investigados e, em breve, o laudo será divulgado”, disse.

A bióloga explica que é importante que os moradores destas áreas informem imediatamente às secretarias de Saúde dos seus municípios quando encontrarem um macaco morto ou doente, para que a investigação possa ser feita imediatamente”. “É importante destacar que ainda não há confirmação de que estes animais morreram em decorrência da febre amarela. Os exames ainda estão sendo realizados”, reforça Sabrina.

A coordenadora da Unidade de Vigilância de Zoonoses de Tubarão, Gabriela Nunes, ressalta ainda que os macacos não transmitem a doença infecciosa. “Eles são importantes sentinelas que mostram onde o vírus da febre amarela está circulando. Macacos mortos são analisados em exames específicos para detectar a verdadeira causa da morte, o que aciona o alerta de cuidado com as pessoas”, completa.

Sabrina ainda acrescenta a necessidade da vacinação contra a doença, disponível em todos os postos de saúde. “Só assim é possível se prevenir da febre amarela, que é transmitida pelo mosquito”, ensina.

Bióloga alerta sobre cuidados

A bióloga da Secretaria de Estado da Saúde Sabrina Fernandes Cardoso explica que estes macacos foram encontrados mortos por moradores destas regiões, que acionaram as secretarias de Saúde, “mas muitos outros podem estar morrendo mata adentro, que nem conseguiremos chegar onde estão. Por isso a importância deste alerta e dos cuidados. Para se ter uma ideia, o mosquito que transmite a doença pode voar por até 12 quilômetros em busca de alimento, no caso, o sangue. Com os macacos mortos, eles partem em busca de alimento e podem chegar nos limites entre área rural e urbana, aumentando o contágio. Isso sem contar que poderão dizimar toda uma espécie de macacos”, pontua. “Entre as ações realizadas pelas secretarias municipais de Saúde estão o bloqueio vacinal no raio de 300 metros de onde foram encontrados os macacos mortos e um rastreio no local”, completa.

Fonte: Diário do Sul

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