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18 de fevereiro de 2022 Ministro da Saúde diz que vai avaliar a partir de abril o fim da pandemia no país

O Ministério da Saúde deve avaliar a partir de abril a possibilidade de decretar o final da pandemia do novo coronavírus no país. A previsão foi feita pelo ministro da saúde, Marcelo Queiroga, após a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento do Rio Maina, em Criciúma, na manhã desta sexta-feira, dia 18.

Segundo Queiroga, o decreto levará em conta o cenário epidemiológico do país e as medidas flexibilizadas vão respeitar o cenário de cada região. No entanto, a discussão em torno do tema só será fomentada em um prazo de no mínimo 60 dias.

“A Europa já está fazendo isso, vários países estão abrindo: a Dinamarca, o Reino Unido, a Espanha e Portugal. Nos Estados Unidos, apesar do grande número de óbitos, o estado de Nova Iorque já relativiza as medidas sanitárias. Aqui no Brasil, como nos outros países, fomos atingidos pela variante Ômicron, tivemos recordes de casos, mas a pressão sobre o sistema de saúde não foi tão forte como na segunda onda causada pela variante Gama. Então, de acordo com as condições epidemiológicas, estamos analisando a possibilidade de nos próximos 60 dias fazer uma previsão sobre estas questões de relaxamento de medidas sanitárias no Brasil”, argumenta o ministro.

Entre as medidas a serem flexibilizadas está, por exemplo, o uso de máscaras. Para Queiroga, o fim da pandemia vai determinar o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes internos e também o fim do que chamou de “medidas indiretas de indução a vacinação”. 

“São medidas sanitárias. A questão do uso de máscara, que não fica mais relativizado nos ambientes internos, essas questões relativas às medidas indiretas de indução a vacinação, que é aplicada de maneira muito irregular. Isso para que consigamos nos preparar para o período pós-pandêmico. Seria opcional (o uso de máscaras), mas quando chegar este momento vamos fazer. Isso tem que ser analisado caso a caso”, explica o ministro.

Autotestes e 4ª dose

O ministro também explicou que não há recomendação do Ministério da Saúde para aplicação da quarta dose de vacina contra a Covid-19. E que isto é corroborado pela Organização Pan-Americana de Saúde e que o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 é comandado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid). “Neste momento não há essa recomendação da quarta dose. Há alguns governadores que são apressadinhos querendo aplicar a dose antes do tempo e aí já sabemos o que acontece: descontrola toda a gestão do programa nacional de imunização”, justificou.

Questionado ainda sobre os autotestes, uma vez que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na quinta-feira, dia 17, a primeira marca de autotestes no Brasil, o ministro explicou que o produto contribui para o acesso ao diagnóstico.

“Ontem vi que a Anvisa aprovou o primeiro autoteste. É uma alternativa de ampliar o acesso ao diagnóstico, mas hoje já temos um contexto mais equilibrado, com uma tendência de queda do número de casos que se refletirá na redução do número de óbitos nas próximas três semanas. No Ministério da Saúde sempre me preocupo com a política pública de saúde e com cada um dos brasileiros que possam se beneficiar dela”, explicou. 

De acordo com o próprio Queiroga, o Ministério da Saúde já aportou cerca de R$ 22 milhões para a saúde municipal de Criciúma.

Fonte: Engeplus

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