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17 de maio de 2022 Lotação de UTIs infantis exige ação do Estado e região já está sem vagas

A falta de leitos de UTI neo-natal e pediátrica em Santa Catarina atinge também Tubarão. No Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), referência em alta complexidade, todos os dez leitos SUS (sete neo-natal e três pediátricos) estão lotados. O problema já vem sendo enfrentado há bastante tempo e foi evidenciado agora com a superlotação em todo o Estado.

Segundo a assessoria do HNSC, o fato do hospital ser referência em gestação de alto risco e também de alta complexidade, além de atender toda a demanda regional, faz com que a UTI neo-natal e pediátrica permaneça lotada.
Santa Catarina tem taxa de ocupação de 97,83%. Os dados são do Painel de Leitos da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Por nota, o governo do Estado disse estar empenhado em garantir o atendimento pleno aos pacientes pediátricos. “Diante do momento sazonal, com casos de doenças respiratórias, há grande demanda de leitos hospitalares infantis, causando uma sobrecarga no sistema de saúde”, assume. “Vale ressaltar que, até o momento, os pacientes estão sendo absorvidos pelo sistema no Estado e que todos estão sendo assistidos de forma plena”, completa.

O secretário de Estado de Saúde, Aldo Batista Neto, afirmou na noite de ontem que foram definidas quatro linhas. “Uma delas é a retomada da vacinação das crianças. Foi identificada uma baixa procura tanto para influenza, meningite e hepatite, por exemplo. O segundo ponto é levar a criança em tempo adequado para atendimento nas unidades básicas de saúde para que o diagnóstico seja feito mais rapidamente, assim como a medicação a ser dada, evitando o agravamento no quadro”, pontua. “A terceira estratégia é a ampliação dos leitos de UTI. Hospitais já foram mapeados e as tratativas iniciadas. E o quarto ponto, se houver necessidade, poderemos adquirir leitos na rede privada após triagem”.

Projeto de ampliação

De acordo com a assessoria do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, apesar de ser uma referência em gestação de alto risco e a UTI neo-natal ser um suporte importante para isso, a instituição possui hoje uma estrutura física que não comporta mais leitos. Para tanto, há um projeto de ampliação do espaço desde 2018 e segue até 2024, já com remanejamentos dentro do hospital. O projeto prevê não apenas o aumento no número de leitos como também no espaço físico do local, para que possa comportar a ampliação, por isso, o projeto é a longo prazo. A primeira etapa está em execução, com adequação da infraestrutura das áreas de apoio. Já a segunda etapa, de adequação e ampliação os leitos de UTI pediátricos, está em fase de captação de recursos, num total de R$ 1.306.656.

Fonte: Engeplus

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