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1 de setembro de 2021 Líder sindical explica não adesão aos bloqueios em rodovias federais no feriado

O movimento de caminhoneiros que organiza manifestações em rodovias federais no feriado de 7 de setembro não conta com a participação de sindicatos ligados à categoria. Em entrevista ao Portal Engeplus na manhã desta quarta-feira, dia 1°, o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos (Sindicam) em Três Cachoeiras (RS), Jair Volnei Martins Marques, explicou que as pautas atuais são diferentes das buscadas em 2018, quando a categoria se mobilizou de forma massiva durante 11 dias de paralisação e com dez postos de protestos no Sul catarinense – entre os municípios de Imbituba e Santa Rosa do Sul.

O sindicato de Três Cachoeiras é um dos mais importantes no Sul do Brasil. Normalmente as tomadas de decisões do Sindicam reverberam no Sul catarinense. Marques explica que os sindicatos não devem tomar partido por governos e sim lutar a favor de pautas relevantes para a categoria. “Nenhum sindicato do Brasil está apoiando esse movimento como representante da categoria. (O Sindicam) representa a classe e a categoria e deve ser imparcial sobre o governo. O governo que está agora pode amanhã não estar. Não podemos entrar nessas questões”, explica.

Bloqueios no Sul de SC

No trecho de Santa Catarina da BR-101 já estão confirmados piquetes com bloqueios em Joinville, Itajaí, Araranguá, Sombrio e Santa Rosa do Sul. Conforme apurado pela reportagem, movimentos em Imbituba, São João do Sul e Maracajá ainda avaliam possíveis bloqueios na rodovia. Na pauta dos manifestantes estão a aprovação do voto impresso e auditável com contagem pública total dos votos, e destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) “por crimes de lesa pátria, promover uma ditadura judiciária e por não respeitar a constituição”, diz o informe do movimento.

Martins também participa da Frente Parlamentar Mista do Caminhoneiro Autônomo e Celetista e do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas (Fórum TRC) em Brasília. Ainda hoje recebeu nota do Ministério de Infraestrutura com o pedido para que manifestantes não bloqueiem as rodovias federais. “O Fórum TRC em Brasília trata de todos os projetos referentes ao transporte de cargas como um todo. Acabei de receber nota do Ministério da Infraestrutura em que o ministro (Tarcísio de Freitas) pede que não façam obstrução na rodovia. O próprio governo não está apoiando esse movimento de resistência ou obstrução de rodovias”, avalia o líder sindical. 

As manifestações nas rodovias federais vão iniciar às 5 horas do dia 7 de setembro. No dia 8, os manifestantes devem entregar no Congresso Federal um documento com as exigências e após o prazo de 72 horas, caso não sejam acatadas, o movimento só será desfeito com a convocação das Forças Armadas “para pôr ordem no congresso e no STF”, diz o informe do movimento.

No Rio Grande do Sul, há informação de possíveis bloqueios na BR-116 em Vacaria e na BR-392 em Rio Grande. O presidente do Sindicam pede que caminhoneiros não envolvidos nos bloqueios evitem confrontos com manifestantes. “O caminhoneiro, por entidade representativa, não está envolvido nesse movimento. Evite o confronto, procure um lugar seguro, não se envolva em confronto com os que tiverem apoiando a obstrução e ao movimento”, alerta.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Vale do Araranguá (Sinttravale), que teve importante participação na greve dos caminhoneiros em 2018, também está fora da mobilização para o dia 7 de setembro. 

Fonte: Engeplus

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