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21 de fevereiro de 2022 Estados (Incluindo SC) adotam câmera corporal na polícia e conseguem reduzir violência de agentes

Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo

Santa Catarina e São Paulo tiveram experiências analisadas por pesquisadores independentes e os resultados revelam a efetividade da tecnologia; Rondônia também adota a medida

Na teoria, forças policiais têm a missão de servir e proteger os cidadãos. Mas a premissa, muitas vezes, não condiz com a realidade e as interações entre agentes e a sociedade acabam levando ao uso abusivo da força e à discriminação racial. Em 2020, segundo os dados mais recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 6.416 pessoas morreram em intervenções da Polícia. Mas tais números podem ser suavizados com o auxílio da tecnologia: a implementação de câmeras em uniformes de agentes.

Até agora, três estados brasileiros adotaram as câmeras corporais: Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. As experiências dos dois últimos foram analisadas por pesquisadores independentes e os resultados revelam a efetividade da tecnologia na redução da violência policial.

A economista Joana Monteiro, coordenadora do Centro de Ciência Aplicada à Segurança Pública da Fundação Getúlio Vargas, analisa os resultados da experiência em SP. Segundo as primeiras conclusões do estudo da FGV, nos primeiros meses da implementação, houve “uma queda substancial das mortes decorrentes de intervenção policial” nos batalhões que adotaram a tecnologia, em comparação aos que não receberam.

As câmeras, isoladamente, foram responsáveis por uma redução entre 43% e 57% da letalidade nas unidades analisadas. Ou seja, entre 30 e 39 mortes foram evitadas nos primeiros seis meses.

A implementação das câmeras requer planejamento e investimentos altos. O armazenamento das imagens, quem terá acesso a elas e por quanto tempo são outras questões debatidas antes da adoção dos equipamentos. Para padronizar as diretrizes brasileiras, o Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública está produzindo um relatório com sugestões ao Ministério da Justiça.

Fonte: O Globo

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