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31 de dezembro de 2021 Estado confirma a transmissão comunitária da variante Ômicron do coronavírus

Os casos foram identificados pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina

A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) confirma a transmissão comunitária da variante Ômicron do coronavírus em Santa Catarina. Os casos foram identificados pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (LACEN/SC), através da técnica RT-qPCR de inferência, e confirmados por sequenciamento genômico realizado pelo Laboratório de Referência Nacional para Santa Catarina, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/RJ).

Dos 58 casos identificados pelo LACEN/SC, 35 foram confirmados e 23 ainda aguardam sequenciamento pela FIOCRUZ/RJ. Além desses, o Laboratório de Bioinformática da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificou mais 3 casos da variante Ômicron via sequenciamento genômico, nos municípios de Joinville (2) e Florianópolis (1).

Considerando que o Estado já tinha confirmado 3 casos até o dia 27 de dezembro, Santa Catarina confirma o total de 41 casos da variante Ômicron, sendo 1 residente no município de Maringá/PR e 40 residentes em Santa Catarina, nos seguintes municípios: Balneário Camboriú (1), Biguaçu (2), Camboriú (1), Florianópolis (29), Jaraguá do Sul (1), Palhoça (2), Santo Amaro da Imperatriz (1), São Francisco do Sul (1) e São José (2).

Em relação aos casos sugestivos identificados pelo LACEN/SC pela técnica de RT-qPCR de inferência, além dos 23 casos que aguardam sequenciamento pela Fiocruz/RJ, outros 129 casos foram identificados, elevando o número de casos sugestivos da variante Ômicron para 152. Os casos novos serão encaminhados para FIOCRUZ/RJ para realização de sequenciamento.

O diretor da DIVE/SC, João Augusto Brancher Fuck, alerta para que a população reforce os cuidados sanitários básicos para evitar a transmissão da Covid-19. “O esquema vacinal contra a Covid-19 deve ser concluído por todos os catarinenses aptos a receber as doses. O uso de máscaras, manter os ambientes ventilados, lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool gel 70%, são medidas que ajudam na prevenção para evitar a disseminação do vírus, além de evitar aglomerações”, enfatiza o diretor.

As vacinas disponíveis no Sistema de Único Saúde (SUS) se mostram eficazes contra a variante Ômicron, principalmente quando os esquemas vacinais estão completos. É importante que as pessoas concluam o esquema com dose única ou duas doses da vacina, bem como a dose de reforço após a conclusão do esquema primário. Portanto, a melhor forma de proteção contra a variante Ômicron é a vacina, além do uso de máscaras, lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados e evitar aglomerações.

Transmissão comunitária
A confirmação da transmissão comunitária ocorre quando, a partir dos resultados da investigação epidemiológica, não é possível identificar a origem da infecção. Isso indica que a variante está circulando em Santa Catarina, e a transmissão ocorre independentemente das pessoas terem viajado ou terem tido contato com outras pessoas que viajaram recentemente para locais fora do Estado com transmissão da variante Ômicron.

Variante Ômicron
A variante Ômicron foi detectada pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD) em 25 de novembro de 2021 a partir de amostras retiradas de um laboratório cerca de dez dias antes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), já se sabe que a Ômicron é uma variante altamente transmissível e com grande número de mutações. Sinais e sintomas mais comuns: cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e dor de garganta.

O superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário alerta para o aumento repentino no número de casos confirmados de Covid-19 nas próximas semanas, a partir da confirmação da transmissão comunitária da variante Ômicron no Estado. “A variante Ômicron tem uma capacidade de ser transmitida com maior facilidade em relação às variantes já conhecidas, mas as vacinas em uso no Brasil são capazes de proteger contra as formas graves, hospitalizações e mortes pelo coronavírus. Já para aquelas pessoas que não se vacinaram, ou não completaram o esquema vacinal, com a segunda dose e dose de reforço, o risco de desenvolvimento de formas graves da Covid-19 permanece elevado. Além disso, uma explosão de casos pode provocar uma busca acelerada às unidades de saúde, que precisam estar preparadas para atender a demanda”, salienta Macário.

Ofício de Alerta para aumento de casos
O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, encaminhou um ofício a todos os gestores alertando sobre o aumento de casos de coronavírus nos próximos dias. Dentre as ações urgentes que foram recomendadas a todos os municípios, destacam-se:

– Manutenção do funcionamento dos centros de triagem Covid-19, assim como o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) com possível ampliação de horário de atendimento e se necessário com aumento da capacidade técnica;

– Implementação de pontos de testagem ampliada, aumentando a capacidade de realização de testes de antígeno (TR-AG) para detecção de infecção pelo coronavírus;

– Manutenção do funcionamento dos pontos de vacinação para Covid-19, inclusive com a ampliação do número de pontos e a ampliação do horário de funcionamento, de forma a facilitar a aplicação da segunda dose e dose de reforço de todos que estiverem no prazo, além de oferecer a vacina para todos aqueles que ainda não iniciaram o esquema vacinal;

– Promover o reforço na fiscalização dos estabelecimentos em geral, inclusive os que promovam eventos de grande porte, seguindo as recomendações da Portaria SES n° 1398 de 23/12/2021.

Fonte: Engeplus

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