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9 de fevereiro de 2021 Dois policiais são afastados das funções após sumiço de homem

A Polícia Militar de Laguna confirmou que os dois agentes envolvidos na ocorrência de Diego Scott, de 39 anos, foram afastados temporariamente das funções no batalhão.

Um dos PMs já estava afastado por razões médicas, e o outro voltou para a cidade de origem. Esse último estava em Laguna reforçando o efetivo para a operação Veraneio e, desde que instaurado o inquérito que apura o desaparecimento de Diego, cumpria expediente interno no quartel.

Diego foi visto pela última vez no dia 15 de janeiro, após ser abordado pelos agentes durante uma briga familiar. Num primeiro momento, os PMs relataram que Diego teria fugido do local da abordagem. Depois, os policiais mudaram a versão do depoimento, informando que o homem foi deixado na região do Gi. A mudança aconteceu após a família apresentar um vídeo no qual Diego aparece sendo algemado e colocado dentro de uma viatura.

O caso segue sendo investigado pela própria PM, pela Polícia Civil e pelo Ministério Público local. O inquérito policial militar instaurado deve ser
concluído em 40 dias, prazo que pode ser prorrogado por mais 20 dias, segundo a PM. De acordo com o subcomandante do 28º Batalhão de Polícia Militar de Laguna, major Josias Machado, ainda é cedo para concluir o que pode ter acontecido com Diego. “Não podemos levantar nenhum pré-julgamento. O que temos, de fato, até agora, é que Diego foi colocado em uma viatura policial militar e não foi levado para uma repartição pública. O que houve a partir dali ainda é um mistério. Nós não conseguimos afirmar, sequer, se efetivamente houve a morte de Diego ou não, porque nós não temos indícios suficientes disto. Mas se for provada alguma situação, a Polícia Militar é intransigente com quem transgride a lei”, disse.

Segundo o advogado Breno Schiefler Bento, que representa a família do desaparecido, parentes e amigos continuam fazendo buscas para tentar achar Diego. “A família segue nas buscas, mas tudo no escuro, sem pistas de onde procurar”, explicou Breno ontem ao DS. O Ministério Público também informou que acompanha as diligências. “A notícia de fato instaurada nesta 1ª Promotoria de Justiça continua em andamento fiscalizando as diligências, com a expectativa de que em breve haja uma conclusão. A promotora de Justiça Raíza Alves Rezende está acompanhando diariamente as medidas investigativas realizadas e as ainda pendentes, a fim de que se garanta a transparência e haja a futura e devida punição dos responsáveis”, manifestou-se o MP local em nota nessa segunda.

Fonte: Diário do Sul

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