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29 de março de 2022 Braço do Norte: protesto de suinocultores será hoje

Suinocultores uniram forças para promover um grande manifesto hoje, na praça Padre Roer, em frente à igreja matriz em Braço do Norte, com início às 9h30.

A ação é organizada pela Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), junto com o Núcleo Regional de Suinocultores de Braço do Norte e região, além do Sindicato Rural de Braço do Norte e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

A manifestação pacífica é uma forma de protesto pelo alto custo de produção e a desvalorização do quilo do suíno vivo. É também uma forma de incentivar a população a consumir mais desta proteína.

De acordo com o secretário de Agricultura de Braço do Norte e presidente da regional Sul da ACCS, Adir Engel, serão distribuídas oito toneladas de carne suína. “Nossa intenção é fazer o alerta sobre os prejuízos sofridos pelos produtores, assim como incentivar o consumo”.

De acordo com a ACCS, o preço pago hoje pelo quilo do suíno vivo é de R$ 5 e o custo de produção passa dos R$ 8. A estimativa é que o prejuízo do suinocultor independente passa dos R$ 300 por animal vendido. Além disso, os insumos, como milho e soja, estão com seus preços altos e sem previsão de baixa.

Outra preocupação é a possibilidade do governo do Estado aumentar o ICMS da carne suína de 7% para 12%. Segundo a associação, isso também irá gerar um incremento de 5% sobre a cesta básica, já que este percentual é o mesmo para outras culturas, como arroz, feijão e outros insumos que compõem a alimentação mais básica da população.

“Não podemos ficar de braços cruzados e aguardar a falência de inúmeros produtores. A situação é preocupante. Precisamos buscar políticas de incentivo para que consigamos ajudar o produtor de suínos, já que a suinocultura no Brasil está em um ótimo momento nas exportações, gerando lucros ao país, ao passo que os produtores estão enfrentando sérias dificuldades e acumulando dívidas”, justifica o deputado estadual Volnei Weber, que já confirmou sua presença na manifestação e se comprometeu a intermediar junto ao governo do Estado para que sejam estudadas alternativas que possam salvar a suinocultura. “Não podemos permitir esse disparate e assistirmos a quebra de inúmeros negócios”, conclui o deputado.

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