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O presidente disse, em live, que hidrelétricas estão no limite do limite e algumas vão deixar de funcionar se crise não for controlada

O presidente Jair Bolsonaro pediu, em live nesta quinta-feira (26/8), que a população economize energia elétrica. O apelo veio em meio ao agravamento da situação das usinas hidrelétricas causado pelo período de estiagem. O presidente afirmou que a crise energética no Brasil é um “problema sério” e pediu aos espectadores que apagassem um ponto de luz em suas casas: “Eu vou tentar fazer um apelo a você que está em casa agora. Eu tenho certeza que você pode apagar um ponto de luz agora. Eu peço esse favor pra você. Assim você estará ajudando a economizar energia e a economizar água das hidrelétricas”.

Bolsonaro acrescentou que “em grande parte, nessas represas, já estamos na casa de 10%, 15% de armazenamento. Estamos no limite do limite. Algumas vão deixar de funcionar se essa crise hidrológica continuar existindo”, sentenciou.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico [ONS] divulgou uma nota nesta quinta-feira que diz ser preciso garantir uma produção adicional de energia, a partir de outubro, para atender à demanda a qual – segundo a ONS – as usinas hidrelétricas não são capazes de atender. De acordo com uma atualização da nota técnica de monitoramento das condições do setor elétrico, emitida pelo órgão,  até novembro será necessária uma quantidade adicional de 5,5 gigawatts médio (GWm) de energia entre setembro e novembro. Ainda segundo o documento, os reservatórios das usinas estão com as menores afluências aquíferas em 91 anos.

7 de setembro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também falou sobre as manifestações de 7 de setembro. Ele confirmou que deve participar delas em Brasília, às 10h, e em São Paulo, às 15h30. “Esse movimento não tem nada de violento. Ninguém vai instigar, invadir alguma coisa, queimar, depredar, como a esquerda sempre fez”, afirmou.

Sem citar ninguém, Bolsonaro também disse que a Constituição tem sido desrespeitada. Ele já deu declarações semelhantes em críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os atos marcados para 7 de Setembro ocorrem num momento de atrito entre os Poderes. A crise foi agravada pelo pedido de impeachment feito por Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Presente na transmissão ao vivo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a falar no acordo com a Pfizer para produção de ao menos 100 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 no Brasil.

“O ambiente de negócios do seu governo no Brasil, um governo conservador nos costumes e liberal na economia, propiciou a Pfizer fazer uma parceria com a Eurofarma para produzir para o mercado interno e exportar para toda a América Latina”, declarou.

Em seguida, Queiroga falou na produção de “vacinas que funcionam de verdade” ao se referir aos acordos do governo federal:

“Então, os dois pilares da nossa campanha de imunização. Uma: a transferência de tecnologia que o governo Bolsonaro propiciou entre a AstraZeneca e a Fiocruz vai produzir vacinas que funcionam de verdade. E a Pfizer, que é uma parceria entre privados, (…) então o governo cria esse ambiente favorável e a indústria responde vindo criar emprego, renda e um pouco de tributos.”

Fonte: R7

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