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29 de setembro de 2021 Balneário Camboriú libera trecho de nova faixa de areia; guarda-vidas mudam estratégias para reforçar segurança de banhistas

Área que foi liberada ao público fica entre a Rua 4.000 e o molhe da Barra Sul — Foto: Kaio Garcia/ PMBC/ Divulgação

Obras seguem em andamento e devem ser concluídas em novembro. Na terça-feira, a prefeitura autorizou o acesso da altura da Rua 4000 até o molhe da Barra Sul.

A Prefeitura de Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense, liberou na terça-feira (28) o acesso do público de um trecho de alargamento da faixa de areia da Praia Central. A área vai da altura da Rua 4000 até o molhe da Barra Sul. A megaobra, que segue em direção ao Norte da orla, deve ampliar a faixa de areia de 25 para 75 metros, e está prevista para para finalizar até novembro, segundo a prefeitura (veja detalhes abaixo).

O espaço estava interditado para a retirada da tubulação utilizada nas obras e para que houvesse acomodação do aterro, especialmente dentro da água.

Por conta da abertura da área ao público, os bombeiros precisaram rever as estratégias de trabalho para os guarda-vidas para garantir a segurança de banhistas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o monitoramento foi reforçado já que aumento em até três vezes o espaço separando os postos fixos do mar. A corporação reforçou o uso de quadriciclos e planeja trabalhar, a partir deste verão, com cadeirões, que são estruturas móveis para ficar mais próximas da água.

Uma das principais preocupações dos guarda-vidas é a adaptação dos banhistas a eventuais mudanças nas características da praia. No entanto, de acordo com os bombeiros, a alteração não ocorreu até o momento.

Os bombeiros têm se reunido semanalmente com a equipe técnica da obra para avaliar os dados do alargamento, e têm feito o monitoramento da dinâmica das correntes e possível formação de buracos.

Por enquanto, a praia continua com as mesmas características de declividade suave, sem alterações. A Barra Sul, por onde começou o alargamento, é o trecho naturalmente mais protegido da praia, o que favorece as condições para os banhistas.

Considerado um dos maiores “engordamentos de praia” da América Latina, o aterro fará com que as sombras dos arranha-céus não atrapalhem mais o banho de mar no local.

Os trabalhos com a draga começaram em 22 de agosto na parte Sul da praia. Essa etapa, da altura da Rua 3700 até a Barra Sul, terminou em 17 de setembro. O trecho tem 2 quilômetros. A média de avanço da obra é de 90 metros por dia, disse um dos fiscais e engenheiro, Toni Frainer, na sexta-feira (24).

Monitoramento dos bombeiros

De acordo com o capitão Marcus Vinícius Abre, que é subcomandante do 13º Batalhão do Corpo de Bombeiros em Balneário Camboriú, o objetivo das ações é agilizar os atendimentos. Ele explica que os guarda-vidas já atuam com rondas, circulando em duplas pela praia, e os cadeirões devem ser uma estratégia adicional no processo.

Os cadeirões também devem ser utilizados na região da Barra Sul, que foi a primeira a ser alargada e recentemente liberada aos banhistas, e onde não há postos fixos. O posto guarda-vidas na região fica na altura da Rua 3.700.

Após o término das obras de engordamento de praia, o projeto dos bombeiros é aumentar de seis para dez o número de postos na orla da Praia Central. A instalação deve ocorrer em conjunto com as obras de reurbanização.

Veja fotos do antes e depois

Alargamento no Molhe da Barra Sul, na Praia Grande de Balneário Camobriú — Foto: Secom/Balenário Camboriú

Alargamento no Molhe da Barra Sul, na Praia Grande de Balneário Camobriú — Foto: Secom/Balenário Camboriú

Entenda o processo

A obra tem por objetivo passar a faixa de areia de atuais 25 metros, em média, para 70 metros. Segundo a prefeitura, o trabalho vai permitir, além da proteção da orla contra o avanço das marés, a criação de espaços privilegiados para os moradores e os visitantes. Espaços ao ar livre para esporte, lazer, uma nova ciclovia, paisagismo diferenciado, serão instalados futuramente.

A obra começou em março, com a montagem da tubulação que é usada para levar a areia até a orla. Esta etapa do transporte do material iniciou em 22 de agosto, com a chegada da draga. Eles são feitos por um consórcio de duas empresas, a brasileira DTA Engenharia e a belga Jan De Nul, vencedor da licitação realizada pelo município. A obra vai custar R$ 66,8 milhões.

Etapa anterior

Antes da chegada da draga, foi feita a montagem da tubulação. Conforme a prefeitura, ela consiste de 360 tubos de 6 toneladas cada um. Eles foram espalhados pela praia e soldados até terem uma extensão de 2,2 quilômetros.

Depois, o tubo foi levado para o mar para que pudesse ser conectado à draga. Essa etapa terminou cerca de 15 dias antes da chegada da draga.

A Comissão Central de Licenciamento Ambiental do Instituto do Meio Ambiente (IMA) aprovou em 15 de dezembro de 2020 a Licença Ambiental de Instalação (LAI) para as obras de alargamento da faixa. Com o documento, a prefeitura conseguiu assinar a ordem de serviço.

Fonte: G1 SC

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