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28 de abril de 2022 Autoridades em saúde preocupadas com a proliferação do mosquito da dengue

“São Ludgero pode perder o controle sobre o mosquito Aedes Aegypti caso a população não abrace de verdade o combate com ações preventivas”. A declaração é da Secretária de Saúde de São Ludgero, Morgana Rech da Silva, e confirmada pelas Agentes de Combate a Endemias, Jéssica Pignatel e Aline Dutra. O mosquito Aedes Aegypti é transmissor das doenças Dengue, Zika e Chikungunya. Atualmente, são 13 focos confirmados concentrando-se nos bairros Madre Tereza, Parque das Acácias, Divina Providência e Centro.

As Agentes de Combate a Endemias informam que nos últimos dias foram várias denúncias e focos confirmados. Somente ontem, quarta-feira, 27 de abril, foram 5 no total. “O fato dos mosquitos adultos estarem circulando pela cidade e serem confirmados não em armadilhas e sim, nas conferências de denúncias, aumenta a preocupação e coloca São Ludgero ainda mais em alerta. Se continuar nesse ritmo poderá perder o controle da situação”, afirmam Aline e Jéssica. Elas acrescentam que o único caminho para minimizar a situação é combater de verdade o mosquito Aedes Aegypti. “As pessoas precisam aderir de verdade e levarem a sério o trabalho preventivo, que é não deixarem água parada em recipientes. A situação aumenta a preocupação pelo fato de, anteriormente, os focos serem somente na Margem Esquerda do rio Braço do Norte, e agora já foi confirmado no bairro Beira Rio, Margem Direita”, enfatizam as Agentes de Combate a Endemias.

Ao todo São Ludgero possui 60 armadilhas e 8 pontos estratégicos. Ações são realizadas durante todo o ano a exemplo da colocação de faixas em pontos específicos, distribuídos panfletos com orientações, trabalhos diversos de conscientização em eventos e por meio de Agentes de Saúde.

A equipe da Vigilância em Saúde de São Ludgero aponta como um dos problemas que agrava ainda mais a situação é o fato de continuarem sendo jogados recipientes em terrenos baldios que acumulam água. “É lamentável que tenham pessoas que ainda façam isso”, comenta a Agente de Endemias, Jéssica Pignatel.

A Secretária da Saúde, Morgana Rech da Silva, diz que o trabalho de enfrentamento ao mosquito é quase que permanente. “A morte é a consequência dá picada de um mosquito contaminado. O tempo dedicado às ações preventivas, que são muito simples, é pouco se comparado ao dano que pode trazer às pessoas e às famílias”, alerta a secretária.

Saiba quais as ações preventivas que as pessoas podem realizar: 

·         Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;

·         Lavar com água e sabão tanques utilizados para armazenar água;

·         Manter caixas d’agua bem fechadas;

·         Remover galhos e folhas de calhas;

·         Não deixar água acumulada sobre a laje;

·         Encher pratinhos de vasos com areia até a borda;

·         Trocar água dos vasos e plantas aquáticas;

·         Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;

·         Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;

·         Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;

·         Acondicionar pneus em locais cobertos;

·         Fazer sempre manutenção de piscinas;

·         Tampar ralos;

·         Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;

·         Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água, entre outras ações preventivas.

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