site loader
2 de dezembro de 2020 Assalto em Criciúma: polícia continua à procura de suspeitos do maior roubo de Santa Catarina

Investigação deve ser demorada para ‘responder à altura’, segundo delegado. Ao menos 30 criminosos atacaram uma agência do Banco do Brasil no centro da cidade, usando armas de grosso calibre e dezenas de quilos de explosivos. Ninguém foi preso.

As forças de segurança de Santa Catarina seguem em busca de qualquer vestígio que possa auxiliar na identificação dos criminosos envolvidos no assalto em Criciúma, no Sul do estado, que é considerado o maior roubo já registrado em território catarinense.

Houve reféns e tiroteio entre a noite de segunda-feira (30) e a madrugada de terça (1º). Um policial militar ficou ferido e precisou passar por cirurgias. Ninguém havia sido preso até a publicação desta notícia.

Perícia e inteligência serão fundamentais nas buscas aos assaltantes a banco em Criciúma.

A polícia gaúcha também está auxiliando nas buscas e barreiras de fiscalização foram montadas nas estradas nas divisas de Santa Catarina com o Paraná e com o Rio Grande do Sul.

“Uma série de diligências estão em andamento, não podemos adiantar rota de fuga, qualquer informação que possa trazer prejuízo à investigação. Está dentro de um dos principais objetivos rastrear caminhões”, disse o delegado Luis Felipe Fuentes, diretor da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Com as mesmas características da ação registrada em Criciúma, durante o começo da madrugada nesta quarta-feira, uma quadrilha tomou as ruas de Cametá, no interior do Pará, a 235 km de Belém, para assaltar um banco. Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Uma pessoa morreu, segundo o prefeito, Waldoli Valente (PSC).

Segundo a Polícia Civil, não há previsão para o fim das investigações, que pode ser demorada. A polícia usou como exemplo um assalto registrado em março de 2019 e que até então era considerado o maior no estado. Nem todos os envolvidos foram presos.

Perícias

Perícia da PRF descobre que caminhão queimado no túnel do Morro do Formigão é roubado e circulava clonado — Foto: PRF/ Divulgação

Perícia da PRF descobre que caminhão queimado no túnel do Morro do Formigão é roubado e circulava clonado — Foto: PRF/ Divulgação

A Polícia Federal Rodoviária (PRF) descobriu que o caminhão queimado na BR-101, utilizado pelos criminosos para trancar o túnel do Morro do Formigão, em Tubarão, foi roubado há dois anos em Araraquara (SP). No entanto, estava com placas clonadas e outros sinais identificadores iguais ao de outro caminhão de mesmas características, registrado em Dumont (SP).

O Instituto Geral de Perícias (IGP) acredita que os envolvidos no assalto estavam há pelo menos três meses na região planejando a ação criminosa.

Os carros usados pelos criminosos vão passar por perícia. Foram encontradas manchas de sangue em dois carros e nove dos dez veículos encontrados tinham sido pintados para camuflar, segundo o IGP.

Segundo a Polícia Civil, pode haver catarinenses envolvidos na ação, mas a suspeita é que ação seja de pessoas de outros estados.

Assalto em Criciúma

VÍDEO: Imagens mostram momento de tiroteio em Criciúma, SC

Uma quadrilha usou o Centro de Criciúma para assaltar um banco entre o fim da noite desta segunda-feira (30) e início da madrugada desta terça-feira (1º).

O grupo fortemente armado invadiu a tesouraria regional de um banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, usou reféns como escudos e atirou várias vezes. Um PM e um vigilante ficaram feridos. A Polícia Militar acredita que dois criminosos tenham se ferido também.

Cofre da agência do Banco do Brasil alvo de criminosos em Criciúma, no Sul de SC — Foto: Polícia Civil

Cofre da agência do Banco do Brasil alvo de criminosos em Criciúma, no Sul de SC — Foto: Polícia Civil

RESUMO

  • Cerca de 30 pessoas encapuzadas assaltaram uma agência do Banco do Brasil no Centro de Criciúma às 23h50 de segunda-feira (30). A ação durou 1 hora e 45 minutos.
  • Pessoas foram feitas reféns e cercadas por criminosos; houve bloqueios e barreiras para conter a chegada da polícia.
  • Um PM e um vigilante ficaram feridos. Ninguém morreu. O PM precisou passar por cirurgia.
  • Criminosos fugiram, e parte do dinheiro ficou espalhada pelas ruas. Valor levado e abandonado não foi calculado até as 7h30.
  • Quatro moradores foram detidos após recolherem R$ 810 mil que ficaram jogados no chão devido a explosão durante o assalto.
  • Criminosos também deixaram 30 quilos de explosivos para trás. Polícia não sabe o total utilizado.
  • 10 carros usados no assalto foram apreendidos em um milharal de uma propriedade privada em Nova Veneza, a noroeste de Criciúma. Nove deles eram blindados. Segundo o Instituto Geral de Perícias (IGP), os veículos foram pintados de preto para camuflar.
  • A PM, baseada em manchas de sangue encontradas em dois carros, calcula que dois criminosos tenham se ferido
  • Em nota, o Banco do Brasil disse que funcionários não foram feridos, que não há previsão para reabertura da agência e que não informa “valores subtraídos durante ataque às suas dependências”.
  • Fonte: G1 SC
Open chat
Entre em contato conosco! =)