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27 de abril de 2021 Albertina: Filme catarinense feito com ajuda da comunidade é premiado

Foto: Boanova Films/Divulgação

O filme ”Albertina’, gravado em Santa Catarina com a participação de cerca de 3 mil moradores da região de Imaruí, no Sul do estado, como atores e equipe técnica, foi premiado no Estados Unidos e indicado ao prêmio nacional de cinema e televisão da Itália. A premiação italiana acontece em junho.

Legendado em seis idiomas, o filme foi gravado em 2020 antes da pandemia e contou a história que se passa no início do século 20, de Albertina Berkenbrock, que já foi beatificada pelo vaticano.

“A pré-estreia do longa ocorreu via streaming pela plataforma da companhia de cinema. Na ocasião em 11 de junho, Corpus Christi, o filme vendeu cerca de 1,5 mil tickets para 1,5 mil lares de todo o mundo em apenas 48 horas, sem dúvidas um recorde para um filme catarinense”, conta o diretor, Luiz Machado, que também é catarinense da cidade de Urussanga, no Sul.

Ele contou ao G1 SC como foi realizar a gravação, a mensagem que o filme pretende passar aos telespectadores e a expectativa em relação à produção, com o reconhecimento internacional.

Como foi a gravação do filme?

“O curso, com execução do Curso Popular de Cinema, foi oferecido gratuitamente para crianças e adultos do município de Imaruí, e capacitou boa parte dos atores e equipe técnica do filme “Albertina”. Foram 136 populares integrados no casting do filme em papéis coadjuvantes e secundários, além de mais de 800 na figuração. Ao todo foram mais de 3 mil populares integrados nos processos de construção da obra fruto da parceria da Cia Boanova com a Prefeitura Municipal de Imaruí, a Igreja Católica, empresas locais e a comunidade”, disse o diretor.

E o elenco profissional também é catarinense?

“O elenco profissional é composto em sua maioria por atores de Florianópolis, são cerca de 10 atores profissionais. Todo o restante do casting do longa-metragem é composto por populares que jamais tinham atuado no cinema, todos foram preparados através da técnica de Meisner, muito utilizada em Hollywood e pouco conhecida no Brasil”

De onde veio a inspiração para fazer o filme?

“Tive a inspiração de realizar o filme em 2013 após contato com o livro ‘O que faz aqui esta Flor’ de J.J. Helmann. Na ocasião, buscava um tema regional para aplicar o projeto piloto de sua “Estética da Sopa de Pedra”. O tema em questão deveria ser algo ao qual a comunidade se sentisse representada e gerasse essa sinergia popular em favor da obra, desde o primeiro momento o livro do Padre Helmann pareceu perfeito neste sentido.

Para a realização do roteiro cinematográfico do filme, em 2019, usou-se o livro ‘Albertina Berkenbrock – do martírio a Beatificação’, de Albi Israel da Silveira, por indicação do Padre Sérgio Jeremias, postulador da Causa da Canonização de Albertina no Vaticano. Este livro adaptado para roteiro cinematográfico pelo roteirista Chico Caprario é o livro que se encontra junto aos documentos do processo de canonização”

Qual mensagem o filme passa para os catarinenses? E para os demais espectadores?

“A história de uma vida dedicada ao amor por Cristo, a história da vida de Albertina Berkenbrock, cujo processo de canonização está batendo na porta, consideramos que o filme seja um excelente dispositivo de divulgação da história de nossa “Santinha” para o mundo, possibilitando o aumento do número de fiéis e devotos, consequentemente aumentando as chances de milagres atribuídos a ela. Também nos alegra saber que o filme possa ser um fortalecedor do turismo religioso na região”.

Elenco que participou do filme foi capacitado pela direção do longa — Foto: Boanova Films/Divulgação

Elenco que participou do filme foi capacitado pela direção do longa — Foto: Boanova Films/Divulgação

Fonte: G1 SC

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