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Ao tratar o empate em 0 a 0 com o esfacelado São Bento – sempre bom lembrar, time que precisou colocar o goleiro como atacante – como “um ponto conquistado” e achar que a torcida está “orgulhosa” por ver o Criciúma no G4 da Série C, Itamar Schulle provocou uma série de reações, a maior parte delas negativa. Demonstrou uma certa falta de noção da realidade do clube e ainda normalizou um empate num jogo onde os três pontos eram tidos como certos por muita gente.

Acima de tudo, com esse entendimento de que o placar sem gols em Sorocaba foi algo a ser comemorado, Schulle joga uma carga extra de pressão no próprio time para as quatro partidas que o Criciúma fará dentro do estádio Heriberto Hülse até o fim da primeira fase da Série C.

Com 16 pontos, o Tigre está no G4 apenas no saldo de gols. O Tombense, que é o próximo adversário, tem a mesma pontuação e um gol de saldo a menos. Fazendo uma breve linha comparativa, em 2019, o time com pontuação mais baixa que se classificou foi o Confiança, que somou 26 no Grupo A. No Grupo B, que contava com equipes como Ypiranga, Volta Redonda, São José, Tombense e Boa Esporte, adversários do Criciúma atualmente, o último classificado foi o Paysandu, com 28.

Pegando esse cenário comparativo, vamos trabalhar com a hipótese de quatro vitórias para se classificar – já que o Remo, com 27, ficou fora no ano passado. Olhando com uma visão mais simplória, o cenário é até favorável. Quatro jogos em casa, vence os quatro e classificação garantida, certo? Não é bem assim.

Na rota carvoeira estão Tombense, no próximo dia 1º de novembro, e Ituano, no dia 14. Os mineiros estão empatados nos mesmos 16 pontos e os paulistas vem logo abaixo, com 14. São adversários diretos e que vão tentar arrancar pontos em Santa Catarina. 

Na antepenúltima rodada, o Tigre recebe o Ypiranga, que caminha firme rumo à classificação, e na partida final, encara o Brusque, provavelmente classificado. Na teoria, adversários desinteressados. Na prática, equipes que não vão querer perder a chance de deixar o Criciúma pelo caminho na reta final. E não nos esqueçamos dos jogos fora contra Volta Redonda, no Rio de Janeiro; e no gramado sintético do São José, em Porto Alegre.

Olhando a tabela carvoeira, concluímos que nada está perdido, longe disso. É perfeitamente possível o Criciúma se classificar para a próxima fase. Só que somar apenas um ponto contra os últimos dois colocados, sendo que um deles nem tinha jogadores para colocar no banco de reservas e precisou deslocar um goleiro para o ataque, mostra que a cartada de Schulle foi muito arriscada. Na balança da Série C, a conta deveria ser vencer Boa e São Bento para ter fôlego em casa. Com um ponto em seis, o sprint final será, obrigatoriamente, no Majestoso.

Ao aceitar o empate em Sorocaba, Schulle traz a bronca pra si e joga toda a pressão para os jogos em casa.

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