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Fumicultores buscam alternativas após prejuízos

  • 05 de Dezembro de 2017 - 07:00:22
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Neste ano, as alterações climáticas como a estiagem e as chuvas acumuladas resultaram em prejuízos drásticos, principalmente aos fumicultores de Grão-Pará. O município, conhecido por suas belezas naturais e que tem sua economia firmada na agricultura, principalmente nas culturas básicas como o fumo, milho e feijão, chegou a decretar estado de situação de emergência (Decreto nº 45/2017) no mês de outubro, e desde então busca apoio do governo do Estado para amenizar o impacto econômico. 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Grão-Pará, José Schmitt Bussolo, o município conta com mais de 1,2 mil hectares com plantações de tabaco. A estimativa é de que houve perda de mais de 40% das lavouras, o que representa prejuízo de mais de R$ 15,2 milhões para os agricultores locais. 

O presidente do sindicato relata que a Defesa Civil e o governo do Estado não reconheceram o decreto municipal, porém, a secretaria de Estado da Agricultura e Pesca enviou um ofício em apoio aos produtores. “A secretaria disponibilizará linha de crédito Juro Zero para os fumicultores de até R$ 20 mil e ainda a Linha Investimento para implementar a propriedade com recurso de até R$ 100 mil para pagar em oito anos a juro de 2,5%. O programa Terra Boa também foi prorrogado e recebemos mais cem bolsas de semente de milho. Esse apoio é uma conquista para os agricultores e amenizará parte do prejuízo que afetou todo o município”, detalha. 

A colheita do fumo segue até o final deste mês com notória perda da qualidade e do peso. Bussolo ressalta que outras culturas como o milho e até o gado leiteiro também foram afetados pelas intempéries. “A maioria dos fumicultores fazem rotatividade na propriedade e também trabalham com o gado leiteiro, que sofreu com a seca. Esse ano o município todo sentiu os efeitos do clima, e estamos buscando soluções para recuperar os danos”, reforça.

A equipe do curso de agronomia da Unisul se disponibilizou para auxiliar na análise da lavoura. “Eles farão exames laboratoriais para definir o que realmente ocorreu. Após o resultado, faremos uma reunião com as famílias para apresentar o diagnóstico e debatermos estratégias de prevenção para a próxima safra”, informa.  Mais de 98% da produção do fumo está concentrada no Sul do Brasil. Dados do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco apontam que a cultura é desenvolvida em 574 dos 1.191 municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. São 144.320 famílias e, aproximadamente, 576 mil pessoas no meio rural que sentirão os efeitos das oscilações climáticas.

Notisul


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